- O primeiro trimestre de 2026 fechou com lucro líquido de R$ 111 milhões, alta de 26,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
- A receita líquida ficou estável, em R$ 39,5 bilhões; o EBITDA ajustado somou R$ 3,09 bilhões, com margem de 7,8%.
- Exportações de carnes bovina e de frango avançaram, com retomada de embarques para China e União Europeia e maior demanda no Oriente Médio durante o Ramadã.
- A operação na América do Norte respondeu por 46% da receita consolidada; América do Sul, 16%, e BRF, 38%.
- Em março, houve recordes de exportações diretas de aves e suínos; a empresa destacou sinergias de R$ 126 milhões no trimestre e avanços na integração entre Marfrig e BRF.
A MBRF, fruto da fusão entre BRF e Marfrig, fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de 111 milhões de reais, alta de 26,8% na comparação anual. A orientação veio do vice-presidente financeiro, José Ignácio Scoseria, que creditou o resultado ao impulso das exportações de carnes bovina e de frango e à retomada de embarques para China e União Europeia, além de ganhos de eficiência operacional. A gestão destacou que a exportação atuou como âncora da rentabilidade.
A receita líquida ficou estável em 39,5 bilhões de reais, enquanto o Ebitda ajustado somou 3,09 bilhões, com margem de 7,8%. Do total, 46% da receita vem da operação na América do Norte, sob a marca National Beef; 16% é da América do Sul e 38% da BRF.
Operação americana sob pressão
A operação nos Estados Unidos seguiu pressionada pelo ciclo pecuário, com oferta de gado historicamente baixa e custos elevados. O CEO da National Beef, Tim Klein, chamou o primeiro trimestre de desafiador, citando venda de gado cara e demanda ainda insuficiente para compensar a alta de preços. Há sinais iniciais de melhoria, mas o cenário permanece delicado.
A performance sul-americana foi sustentada pelas exportações; o volume externo teve crescimento de 28% contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o mercado interno recuou levemente, ajustando-se ao padrão sazonal do início do ano.
Foco nos mercados internacionais
O presidente executivo da MBRF, Miguel Goulart, informou a retomada de embarques para China e União Europeia e o aumento das vendas para o Oriente Médio durante o Ramadã. A participação do Golfo nas exportações subiu 12 pontos percentuais entre fevereiro e março.
A empresa atingiu, em março, recorde de exportações diretas de aves e suínos, com apoio da reabertura de mercados na Ásia e na Europa. Mesmo diante de tensões geopolíticas, a MBRF manteve operações estáveis na região, redirecionando navios para portos alternativos e utilizando rotas terrestres para evitar interrupções logísticas.
Perspectivas e integração
A gestão ressaltou que a estratégia de estoques, adotada em 2024 para fortalecer mercados de destino, facilita o atendimento aos clientes no Oriente Médio. Em maio, foi concluído o acordo que resultou na Sadia Halal, com expectativa de IPO da nova companhia em Riade a partir de 2027.
A empresa informou ainda a conclusão de sinergias de 126 milhões de reais no trimestre, acima de 20% da meta para 2026, além de ganhos de eficiência de 296 milhões de reais. A liderança destacou que os números reforçam a integração entre Marfrig e BRF durante o ano.
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