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Fundos imobiliários favoritos de grandes bancos e corretoras

Com juros altos e incertezas globais, fundos de recebíveis mantêm vantagem, enquanto os tijolos dependem da Selic e enfrentam maior sensibilidade ao ciclo

— Foto: Getty Images
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  • Fundos de recebíveis seguem como preferência entre bancos e corretoras, apoiados pela Selic ainda alta e pelas expectativas de juros reais elevados.
  • A EQI Research projeta a Selic encerrando 2026 em 13,5% ao ano e juros reais próximos de 7% ao ano, mantendo alto custo de oportunidade para ativos de maior risco.
  • Fundos de tijolo continuam sensíveis à trajetória da Selic e do ciclo imobiliário, com melhoria operacional em logística e escritórios ajudando o cenário.
  • Recomendações destacam fundos atrelados ao CDI e ao IPCA entre os recebíveis, que tendem a sustentar dividendos mais elevados em um ambiente de juros elevados.
  • As carteiras para maio de EQI, XP, Santander, Itaú BBA e BB Investimentos mantêm foco em recebíveis, com várias casas incluindo ativos como BTCI11, BTLG11, XPML11, KNCR11, BRCO11, MCCI11 e PVBI11.

O mercado de fundos imobiliários manteve cautela diante da inflação e dos juros altos, ainda com recuperação parcial em abril. Fundos de recebíveis seguiram como preferência entre bancos e corretoras, impulsionados pela Selic elevada e pelo cenário externo de insegurança econômica.

Enquanto as instituições avaliam o impacto dos juros, a visão é de que juros reais continuam altos e devem influenciar o desempenho dos FIIs. A previsão aponta Selic encerrando 2026 em 13,5% ao ano, com juros futuros próximos de 7% ao ano em termos reais.

Essa configuração eleva o custo de oportunidade: ativos conservadores mantêm retorno expressivo, o que reduz parte da atratividade de ativos de maior risco, como os FIIs. No curto prazo, há preferência por recebíveis atrelados ao CDI e ao IPCA.

EQI Research

A EQI manteve a carteira recomendada para maio após desempenho superior ao IFIX em abril, com alta de 1,92% vs 1,53% do índice de referência.

A seleção inclui BTCI11, BTLG11, TRXF11, HFOF11, HGBS11, RBRL11, HGRE11, LVBI11, MANA11, RBRY11, MCRE11, VCJR11 e XPML11.

Entre os setores, a EQI destaca imóveis físicos como dependentes da Selic e do ciclo imobiliário, com melhoria operacional em logística e escritórios contribuindo para o cenário. A casa reforça foco em portfólios com crédito de qualidade e menor exposição ao risco.

| Fundo imobiliário | Código |

| BTCI11 | BTG Pactual Crédito Imobiliário |

| BTLG11 | BTG Pactual Logística |

| TRXF11 | TRX Real Estate |

| HFOF11 | Hedge Top FOFII 3 |

| HGBS11 | Hedge Brasil Shopping |

| RBRL11 | RBR Logística |

| HGRE11 | Patria Escritórios |

| LVBI11 | VBI Logístico |

| MANA11 | Manatí Capital Hedge Fund |

| RBRY11 | RBR Crédito Imobiliário |

| MCRE11 | Mauá Capital Real Estate |

| VCJR11 | Vectis Juros Real |

| XPML11 | XP Malls |

XP Investimentos

A XP manteve o foco em fundos de recebíveis, que representam 41% da carteira para maio, citando perfil defensivo em volatilidade doméstica e externa. Segmentos atrelados ao CDI permanecem atrativos com Selic elevada; IPCA pode se beneficiar de inflação.

No universo de tijolo, a XP segue otimista com logística, com vacância histórica próxima de mínimas e reajustes positivos. O segmento de escritórios em São Paulo mostra melhora gradual, enquanto shoppings mantêm indicadores estáveis.

A carteira de maio inclui MCCI11, RBRR11, KNCR11, XPCI11, PCIP11, BTLG11, LVBI11, BRCO11, XPLG11, PVBI11, XPML11, HSML11, HGBS11, CPTS11, RBRX11, KNRI11.

| Fundo imobiliário | Código |

| MCCI11 | Mauá Capital Recebíveis Imobiliários |

| RBRR11 | RBR Rendimento High Grade |

| KNCR11 | Kinea Rendimentos Imobiliários |

| XPCI11 | XP Crédito Imobiliário |

| PCIP11 | Pátria Crédito Imobiliário |

| BTLG11 | BTG Pactual Logística |

| LVBI11 | VBI Logístico |

| BRCO11 | Bresco Logística |

| XPLG11 | XP Log |

| PVBI11 | VBI Prime Properties |

| XPML11 | XP Malls |

| HSML11 | HSI Malls |

| HGBS11 | Hedge Brasil Shopping |

| CPTS11 | Capitânia Securities II |

| RBRX11 | RBR Plus Multiestratégia Real Estate |

| KNRI11 | Kinea Renda Imobiliária |

Santander

O Santander ajustou marginalmente a carteira, aumentando posição em KNCR11 e reduzindo BRCO11. A mudança reflete preferência por recebíveis atrelados ao CDI num cenário de juros elevados por mais tempo, visando dividendos mais altos.

A decisão não alterou a visão positiva para BRCO11, apenas realocou peso após o incremento em KNCR11. A carteira do banco reúne MCCI11, HGCR11, KNCR11, PCIP11, BTHF11, KNHF11, XPML11, BRCO11, VILG11, GARE11, TRXF11 e TEPP11.

| Fundo imobiliário | Código |

| MCCI11 | Mauá Capital Recebíveis Imobiliários |

| HGCR11 | Pátria Recebíveis Imobiliários |

| KNCR11 | Kinea Rendimentos Imobiliários |

| PCIP11 | Pátria Crédito Imobiliário |

| BTHF11 | BTG Pactual Hedge Fund |

| KNHF11 | Kinea Hedge Fund |

| XPML11 | XP Malls |

| BRCO11 | Bresco Logística |

| VILG11 | Vinci Logística |

| GARE11 | Guardian Real Estate |

| TRXF11 | TRX Real Estate |

| TEPP11 | Tellus Properties |

Itaú BBA

O Itaú BBA manteve a carteira de maio, reforçando preferência por fundos atrelados ao CDI e ao IPCA. A instituição destaca que, mesmo com queda gradual da Selic, os juros devem permanecer elevados por mais tempo.

A seleção inclui KNCR11, KNUQ11, KNIP11, KNHF11, ITRI11 e BRCO11, além de KNRI11, BTLG11, PVBI11, RBRP11, HGRU11, HSML11 e XPML11. O foco permanece em crédito de qualidade e diversificação.

| Fundo imobiliário | Código |

| KNCR11 | Kinea Rendimentos Imobiliários |

| KNUQ11 | Kinea Unique HY CDI |

| KNIP11 | Kinea Índice de Preços |

| KNHF11 | Kinea Hedge Fund |

| ITRI11 | Itaú Total Return Imobiliário |

| BRCO11 | Bresco Logística |

| KNRI11 | Kinea Renda Imobiliária |

| BTLG11 | BTG Pactual Logística |

| PVBI11 | VBI Prime Properties |

| RBRP11 | RBR Properties |

| HGRU11 | Patria Renda Urbana |

| HSML11 | HSI Malls |

| XPML11 | XP Malls |

BB Investimentos

O BB manteve a carteira de renda para maio e alterou apenas a carteira de ganho de capital: saiu JSRE11 e entrou PVBI11, considerado com maior potencial de valorização no médio/longo prazo, especialmente com queda de juros.

Na renda, permanecem RZTR11, GARE11, TRXF11, KNHF11, RECR11, VGIP11, XPCI11 e PMLL11. A seção de ganho inclui PVBI11, RBVA11, RZAT11, VILG11, PSEC11, RBRX11, PCIP11 e CPSH11.

| Fundo imobiliário | Código |

| RZTR11 | Riza Terrax |

| GARE11 | Guardian Real Estate |

| TRXF11 | TRX Real Estate |

| KNHF11 | Kinea Hedge Fund |

| RECR11 | REC Recebíveis Imobiliários |

| VGIP11 | Valora CRI Índice de Preço |

| XPCI11 | XP Crédito Imobiliário |

| PMLL11 | Patria Malls |

| PVBI11 | VBI Prime Properties |

| RBVA11 | Rio Bravo Renda Varejo |

| RZAT11 | Riza Arctium Real Estate |

| CPSH11 | Capitania Shoppings |

| VILG11 | Vinci Logística |

| PSEC11 | Patria Securities Credit |

| RBRX11 | RBR Plus Multiestratégia Real Estate |

| PCIP11 | Patria Crédito Imobiliário |

Observação: as informações acima resumem as recomendações de diversas instituições para o mês de maio, com foco em fundos de recebíveis, tijolo e estratégias complementares, em um ambiente de juros elevados e inflação variável.

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