- Geely pode comprar a Aston Martin, cabendo ainda a possibilidade, sem anúncio oficial, de negociação avançar; a ideia ganha força após a oitava rodada de caixa emergencial da marca.
- A Aston Martin, avaliada há anos em cerca de 4,3 bilhões de libras na época do IPO, hoje vale aproximadamente 430 milhões de libras, perto de 584 milhões de dólares.
- A nova injeção veio de um consórcio liderado por Lawrence Stroll, que já responde pela empresa, com mais 50 milhões de libras (cerca de 67,9 milhões de dólares).
- A Geely já é acionista da Aston Martin, com participação que chegou a quase 17% e hoje fica em torno de 14%, segundo relatos de bastidores.
- Há preocupação de que, em caso de aquisição, parte da operação possa se transferir para a China, o que levantaria impactos na identidade da marca britânica.
Geely pode comprar a Aston Martin, embora ainda não haja anúncio oficial ou confirmação de negociação. A especulação ganhou força após o novo pedido de caixa emergencial da fabricante britânica.
Trata-se da oitava rodada de auxílio financeiro desde o IPO, em 2018. A Aston Martin está avaliada hoje em cerca de 430 milhões de libras, muito abaixo do pico de 4,3 bilhões de libras, registrado na época do lançamento na bolsa.
O consórcio liderado por Lawrence Stroll, atual responsável pela empresa desde 2020, adicionou 50 milhões de libras ao caixa da Aston Martin, aproximadamente 67,9 milhões de dólares.
Contexto financeiro e participação acionária
A Aston Martin enfrenta perdas antes dos impostos de 364 milhões de libras em 2024, segundo o Carscoops. A Geely já é acionista da marca, com participação que já chegou a quase 17%, mas pode ter recuado para cerca de 14%.
Mesmo assim, a Geely permanece como uma das poucas empresas com potencial financeiro e estratégico para eventual aquisição, dada sua experiência com Volvo e Lotus, além de ter salvado a London Taxi Company, atual LEVC.
Desafios e receios de operação
Fontes ouvidas pelo Telegraph indicam preocupação de que uma eventual intervenção chinesa possa transferir parte da operação para a China, elevando riscos para a identidade britânica da marca.
Analistas lembram que a Aston Martin depende de caixa de curto prazo e de parcerias para sustentar seu portfólio, que inclui o Valhalla, além de forte presença na Fórmula 1.
Lawrence Stroll afirma compromisso com a Aston Martin, buscando reposicionar a marca como uma espécie de Ferrari britânica. O mercado ainda não reconheceu essa virada, apesar do esforço de reorganização.
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