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Gigante alemão consolida fábrica única em SP com investimento de R$ 50 milhões

Fábrica de suspensão em São Paulo recebe 50 milhões de reais para ampliar capacidade em 35% e mirar exportação de até 30% da produção

Alessandro Alves, vice-presidente global de Vendas e Marketing e CEO Brasil: Hoje cerca de 5% da produção da planta paulista é exportada, sobretudo para os Estados Unidos. A meta da thyssenkrupp é chegar a 30% (thyssenkrupp/Divulgação)
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  • A planta da thyssenkrupp Springs & Stabilizers em São Paulo é a única do grupo dedicada a componentes de suspensão para veículos comerciais pesados, respondendo por vinte e oito por cento do faturamento global da divisão.
  • O investimento total é de R$ cinquenta milhões, com R$ vinte milhões para instalar duas novas linhas de feixes de mola parabólicos, elevando a capacidade em trinta e cinco por cento a partir de 2027.
  • Hoje, cerca de cinco por cento da produção da unidade é exportada, principalmente para os Estados Unidos; a meta é chegar a trinta por cento com vendas para montadoras europeias.
  • A operação emprega oitocentos funcionários no Brasil, em um total mundial de dois mil e quinhentos; há também atuação em Minas Gerais que atende várias marcas.
  • A planta funciona como centro global de desenvolvimento tecnológico para veículos comerciais, buscando homologação europeia e redução de custos logísticos e emissões no plano de exportação.

A planta paulista da thyssenkrupp Springs & Stabilizers — divisão do grupo alemão dedicada a sistemas de suspensão automotiva — recebe um avanço estratégico. Em operação desde 1967, a unidade é a única do conglomerado no mundo dedicada a componentes de suspensão para veículos comerciais pesados, incluindo caminhões de baixa a extrapesados. O objetivo é ampliar a capacidade e ampliar o peso das exportações.

O investimento envolve 20 milhões de reais para instalar duas novas linhas de feixes de molas parabólicos, aumentando o mix de componentes mais leves e com melhor desempenho. O aporte integra um plano maior de 50 milhões de reais que eleva a capacidade fabril em 35% a partir de 2027, com sete linhas previstas no total.

A fábrica responde por 28% do faturamento global da divisão e emprega cerca de 800 trabalhadores no Brasil, em uma operação que soma cerca de 2.500 funcionários em todo o mundo. Hoje, as linhas de produção são cinco; o objetivo é chegar a sete com as novas linhas.

Estrutura e estratégia de mercado

A expansão busca reduzir o custo logístico de exportação para a Europa, ampliar a participação internacional e aproveitar a produção verticalizada que já contempla aço, conformação, tratamento térmico e pintura. A meta é elevar as exportações brasileiras de 5% para 30% da produção, com venda para montadoras europeias a partir do norte do continente.

No momento, clientes da planta paulista incluem Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen Caminhões e Ônibus. Há também operação em Minas Gerais que atende Fiat, Jeep, Toyota, GM, Renault e Nissan, expandindo a presença da divisão no Brasil.

História e posicionamento da unidade

A fábrica iniciou atividades em 1967, sob a marca Hoesch, e passou por integrações que resultaram no atual nome thyssenkrupp. Em 1999, com a fusão Thyssen-Krupp, houve reorganizações no portfólio. A planta de São Paulo completa 60 anos em 2027, coincidindo com o término do ciclo de investimentos anunciados.

A thyssenkrupp registrou faturamento de 32,8 bilhões de euros no ano fiscal 2024/2025, com cerca de 93.400 funcionários em 48 países. A divisão Springs & Stabilizers atua com foco em sistemas de suspensão para veículos pesados e leves, buscando integrar inovação com eficiência de produção.

Desafios e perspectivas

A empresa afirma que parte de feixes de mola ainda é importada pela indústria, o que motiva a expansão local para atender mercados interno e externo. O desenvolvimento tecnológico no Brasil recebe parâmetros de clientes globais, com validações de homologação e padrões técnicos exigidos pela Europa.

A planta paulista funciona como centro global de desenvolvimento tecnológico, com simulações em software e testes práticos em bancada. A expectativa é crescer cerca de 7% ao ano no faturamento, com a produção comercial a partir de 2027 aumentando o peso regional e internacional da operação.

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