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Guerra no Oriente Médio: vencedor não é EUA nem Irã, aponta analista

Guerra no Oriente Médio impulsiona ações de IA, com ganho de US$ 5,6 trilhões; TSMC sobe 150%, petróleo avança, ExxonMobil e Shell perdem valor

A guerra no Oriente Médio já tem um vencedor. E não são os EUA nem o Irã
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  • Ganho de US$ 5,6 trilhões em valor de mercado pelas principais companhias abertas nos primeiros semanas de conflito.
  • Setor de inteligência artificial lidera o desempenho, com alta de cerca de 26%.
  • Fabricantes de chips sobem forte: TSMC avança aproximadamente 150% e Intel, 142%.
  • Preços do petróleo sobem cerca de 50%, beneficiando empresas como a Saudi Aramco.
  • ExxonMobil e Shell registram perdas, por impactos ligados às operações no Golfo Pérsico.

A guerra no Oriente Médio impactou fortemente o mercado global. Empresas de tecnologia, especialmente do setor de IA, mostraram desempenho acima da média desde o fim de fevereiro. O conjunto das maiores companhias abertas ganhou US$ 5,6 trilhões em valor de mercado.

O impulso veio principalmente do segmento de IA, que avançou cerca de 26%. Fabricantes de chips, como TSMC e Intel, lideraram esse movimento, com altas de 150% e 142%, respectivamente, puxando o índice de semicondutores para altas expressivas.

Quase dois terços das grandes empresas incluíram menção à IA em teleconferências de resultados, refletindo o tema como prioridade para investidores, segundo dados de mercado.

Desempenho setorial no contexto de conflito

Além da IA, o setor de petróleo registrou valorização relevante, com altas de até 50% nos preços.Saudi Aramco, PetroChina e TotalEnergies aparecem entre as maiores ganhadoras com a valorização do petróleo.

Entretanto, companhias com operações mais expostas ao Golfo Pérsico, como ExxonMobil e Shell, registraram perdas expressivas no valor de mercado desde o início do conflito.

Outros setores e impactos

Grupos de luxo enfrentaram queda na demanda, afetando LVMH e Hermès. Montadoras também sentiram interrupções logísticas e altas de custos de matérias-primas, como alumínio, reduzindo o desempenho de Nissan, Toyota e Stellantis.

Empresas de bens de consumo sinalizaram aumentos de preços para compensar custos adicionais gerados pelo fechamento de vias de exportação. Procter & Gamble e Kimberly-Clark destacaram esse efeito.

Perspectivas para mineração e defesa

No setor de mineração, custos de produção subiram com o diesel, enquanto perspectivas de demanda global influenciaram o humor do mercado. Agnico Eagle e Zijin Mining, que haviam se beneficiado do ouro, também recuaram.

No segmento de defesa, a maior parte das empresas avaliadas sofreu queda de valor de mercado desde o início da guerra, em função da incerteza sobre velocidade e escala da produção de equipamentos.

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