- A Honda teve prejuízo anual de US$ 2,63 bilhões no ano fiscal encerrado em março, o pior resultado desde a listagem da empresa em 1957.
- O resultado foi pressionado por mais de US$ 9 bilhões em custos para reestruturar o negócio de veículos elétricos.
- A empresa cancelou a meta de que os veículos elétricos representassem 20% das vendas até 2030 e suspendeu indefinidamente o projeto no Canadá, que envolvia um investimento de US$ 11 bilhões.
- As ações subiram após a promessa de retorno aos acionistas de pelo menos 800 bilhões de ienes em três anos, mantendo o dividendo em 70 ienes por ação.
- Vendas fortes e lucro da divisão de motocicletas, impulsionadas pela Índia e pelo Brasil, ajudaram a atenuar o impacto dos EVs e sustentam a projeção de retorno à lucratividade neste ano.
O Honda Motor anunciou prejuízo operacional de US$ 2,63 bilhões no ano fiscal encerrado em março, o primeiro após quase 70 anos como companhia de capital aberto. O resultado ficou aquém do esperado.
O grupo disse que o prejuízo total foi pressionado por custos de reestruturação de mais de US$ 9 bilhões ligados ao foco em veículos elétricos. O impacto não foi maior pela força de suas operações de motocicletas no Brasil e na Índia.
A empresa informou que cancelou a meta de eletrificar 20% das vendas de carros até 2030 e suspendeu indefinidamente o projeto de veículos elétricos no Canadá, incluindo um plano de investimento de US$ 11 bilhões no país.
Desempenho e ações
As ações da Honda subiram, atingindo nível de dois meses, após a promessa de retorno aos acionistas de pelo menos 800 bilhões de ienes em três anos. O dividendo anual foi mantido em 70 ienes por ação.
A Honda mantém o roteiro de melhorar a lucratividade com redução de custos e o negócio de motocicletas como fonte de caixa. Executivos destacam que o atraso na estratégia automotiva afeta a escala e a execução.
O prejuízo operacional de 414,3 bilhões de ienes (US$ 2,63 bilhões) abriu o caminho para que a empresa revise expectativas. Em 12 meses, a empresa registrou perdas totais com EV de 1,45 trilhão de ienes.
Perspectivas e próximos passos
A Honda prevê retorno à lucratividade neste ano, alavancando as margens da motocicleta. Estima lucro de 500 bilhões de ienes com cortes de custos e maior demanda por motos.
A empresa aponta que a Índia pode ampliar a produção e busca recorde de vendas de 22,8 milhões de unidades no segmento de motocicletas. Vendas fortes nesses mercados ajudam a compensar fraqueza na área automotiva.
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