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IEA pede acelerar compra de combustível de aeronaves para evitar falta no verão

AIE alerta Europa para acelerar compras de combustível de aviação e evitar escassez no verão, com estoques no menor nível em cinco anos

Un empleado trabaja en una estación de repostaje del aeropuerto de Düsseldorf, Alemania.
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  • A Agência Internacional de Energia (AIE) alerta que a Europa pode enfrentar escassez de combustível para aviões neste verão se o fechamento do estreito de Ormuz persistir, com a região precisando substituir grande parte das importações do Golfo.
  • O Golfo representa cerca de sessenta por cento das importações europeias de combustível para aviação, o que torna a situação especialmente sensível para voos no verão.
  • As chegadas de combustível de aviação vindas do Golfo para a Europa caíram de aproximadamente trezentos e trinta mil para trezentos mil barris diários em março, para cerca de sessenta mil em abril, deixando estoques em mínimos plurianuais na região de Amsterdã–Roterdã–Antuérpia.
  • EUA e África Ocidental têm sido chamados a suprir parte da demanda, com exportações de combustível para aviação a Europa em alta e refinarias operando a todo vapor, mas a AIE diz que isso não basta para compensar o déficit do Golfo.
  • Para evitar faltar combustível no verão, a AIE recomenda substituir, no mínimo, oitenta por cento e, preferencialmente, noventa por cento das importações não provenientes do Golfo; além disso, sugere reduzir o consumo e permitir que voos tragam combustível adicional de origem, como dos Estados Unidos.

A AIE alerta que a Europa precisa acelerar a compra de combustível de aviação para evitar escassez no verão. O alerta chega após o fechamento de Ormuz reduzir reservas, com a região já registrando níveis baixos.

Segundo o relatório, a demanda europeia depende de importações do Golfo, que hoje correspondem a cerca de 60% do abastecimento. Sem reabertura rápida de Ormuz, o abastecimento ficaria comprometido na alta temporada.

As reservas de combustível para aviação na região ARA seguem em queda acentuada, atingindo mínimos de cinco anos. A leitura aponta queda de 7% nas reservas da OCDE desde fevereiro, com Europa contribuindo para o recuo.

Aie destaca que, para evitar escassez, as importações líquidas de abril devem representar pelo menos 90% do usual, sendo 70% apenas em relação a março. Alternativas incluem maior uso de estoques de outros continentes.

A segunda medida envolve reduzir o consumo de fuel, já observado em abril, e permitir que voos recebam combustível extra no destino para deslocar demanda de longo alcance a áreas com suprimento adequado.

O cenário também envolve pressões de preço. O fuel nos EUA atingiu picos, com volumes de exportação para a Europa em abril crescendo próximo de 120 mil barris/dia em comparação a março, porém sem compensar a Hein de Ormuz.

Empresas como Lufthansa anunciaram cancelamento de até 20 mil voos até outubro para conter custos com combustível, enquanto a IAG revisou para baixo suas expectativas de lucro para o ano.

Mercado e impactos

  • Importações de abril caíram para cerca de 60% do nível de março, pressionando estoques na Europa.
  • Estados Unidos intensificaram a produção de combustível de aviação, elevando exportações para a Europa, ainda insuficientes para cobrir o vazio do Golfo.
  • Fortes altas de preço foram observadas em março, com fechamento de abril ainda elevado, impactando o tráfego aéreo europeu.

Perspectivas e cenário

  • O relatório aponta cenário-base de reabastecimento gradual a partir de junho, desde que Ormuz permaneça aberto.
  • Caso a reabertura se atrase, há previsão de aperto adicional para o setor de aviação, com impacto nos voos e na rentabilidade das companhias.

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