- Prints divulgados pelo Intercept Brasil mostram mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro discutindo o financiamento do filme Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro.
- Daniel Vorcaro está preso desde 4 de março de 2026 por envolvimento em esquema de fraudes financeiras.
- As conversas indicam pagamento de US$ 24 milhões para a produção, a ser dividido em 14 parcelas; até o momento, foram pagos US$ 10 milhões.
- Os contatos ocorreram entre setembro e novembro de 2025, com ligações, encontros em São Paulo e envio de vídeos pelo WhatsApp.
- Flávio, ao falar do tema em Brasília, disse que não houve dinheiro público nem uso de financiamento via Lei Rouanet, e que buscou investidores privados para manter o projeto.
O Intercept Brasil divulgou, nesta quarta-feira (13 mai 2026), mensagens que sugerem relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, envolvido na operação que resultou na prisão de Vorcaro em 4 de março de 2026. O material trata do investimento de Vorcaro na produção do filme biográfico Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
Conforme os relatos, os dois mantinham contato frequente, com ligações e encontros em São Paulo. O tema era o aporte financeiro do banqueiro na produção do longa, que narra parte da trajetória do ex-presidente. Segundo os documentos, Vorcaro assegurou ao senador o pagamento de 24 milhões de dólares, distribuídos em 14 parcelas; até então, foram quitados apenas 10 milhões de dólares.
A revelação das conversas abre a possibilidade de enriquecimento de detalhes sobre negociações privadas envolvendo atores, produtores e o patrocinador, com datações entre setembro e novembro de 2025. Em alguns momentos, as mensagens indicam planos de encontro entre Flávio, Vorcaro e membros da produção em datas ainda não fechadas.
Desdobramentos e manifestação de Flávio
Após a divulgação, Flávio Bolsonaro esteve no QG do PL, em Brasília, acompanhado de outros correligionários, para esclarecer a situação. O senador gravou um vídeo no local, reiterando que o financiamento seria privado, sem uso de dinheiro público ou incentivos fiscais, e que buscava investidores para a conclusão do filme.
Segundo a defesa de Flávio, o contrato com Vorcaro previa entregas condicionadas ao pagamento integral das parcelas. O parlamentar afirmou ter conhecido Vorcaro em 2024 e que existem divergências relativas ao cumprimento das obrigações contratuais, o que motivou a busca por novos investidores para manter o projeto.
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