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China e Noruega avançam para ampliar a coleta de krill na Antártida

China e Noruega pressionam aumento da pesca de krill na Antártida, com proposta de Área Marinha Protegida, ampliando tensões com ONGs e debates sobre subsídios

Endangered Antarctic fur seals on South Georgia Island. Image by Rhett A. Butler/Mongabay.
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  • China e Noruega buscam ampliar a pesca de krill no Oceano Antártico, defendendo um novo modelo de gestão e aumentos de cota, além de apoiar a criação de uma área marinha protegida.
  • A proposta norueguesa de quase dobrar as capturas não obteve consenso na CCAMLR (reunião de 2025), e a China vetou a criação da Área Marinha Protegida na Península Antártica oeste e Ilhas South Orkney.
  • ONGs, como Sea Shepherd e Captain Paul Watson Foundation, intensificaram campanhas contra a pesca de krill, alegando competição por alimento com espécies da vida silvestre austral, hoje consideradas ameaçadas pela IUCN.
  • A capacidade de pesca cresce com frota norueguesa ampliando operações e chinesa aumentando o número de embarcações, impulsionada por subsídios e apoio estatal; há cota anual próxima de 620 mil toneladas.
  • O krill é usado principalmente em ração para aquicultura, seguido de alimentação animal e suplementos humanos; China e Noruega defendem subsidios e alinham-se, em parte, com iniciativas da OMC para reduzir subsídios prejudiciais.

O debate sobre a pesca de krill no Southern Ocean ganha novo nível de tensão. China e Noruega defendem um regime de gestão que aumentaria as capturas, ao mesmo tempo em que buscam criar uma área marinha protegida. A discussão ocorre em meio a pressões de ONGs e ao surgimento de novos navios pesqueiros.

Ambas as nações mantêm apoio político e financeiro às frotas de krill, ampliando a capacidade de extração. A Noruega já elevou o ritmo de operações com a criação da empresa Aker QRILL, resultando na maior participação da frota norueguesa nas capturas locais.

A China, por sua vez, incrementou o número de embarcações autorizadas e investe em subsídios e incentivos para a indústria. O objetivo declarado é ampliar a disponibilidade de krill para alimentação de aquicultura, ração animal e suplementos humanos.

O que está em jogo

No centro da disputa está o domínio de quotas, a distribuição espacial da pesca e a possível criação de áreas protegidas. O esforço para ampliar a captura envolve propostas para aumentar o limite anual, além de estruturar uma nova gestão que inclua Domain 1 e áreas adjacentes.

A CCAMLR, órgão que regula a pesca na região, não alcançou consenso em 2025 sobre a proposta norueguesa de dobrar as quotas. A China reiterou seu veto à criação de uma MPA na Península Antártica Oeste e nas Ilhas South Orkney, mantida desde 2017.

Aker BioMarine relata que negociações continuam para levar a proposta ao próximo encontro da CCAMLR, em outubro de 2026. A ideia envolve ampliar o limite de pesca para cerca de 1,1 milhão de toneladas e reorganizar as cotas de forma espacial.

Repercussões e atores envolvidos

ONGs como Sea Shepherd e a Captain Paul Watson Foundation intensificaram ações no Polo Sul, com navios envolvidos em confrontos à pesca de krill. Em março, um incidente entre uma embarcação da ONG e um navio da frota Norueguesa ganhou destaque na imprensa.

Pesquisadores independentes observam concentração de pesca próximo às Ilhas South Orkney e em áreas de alimentação de baleias e pinguins. Especialistas alertam para impactos sobre espécies dependentes do krill.

Substâncias e subsidiação

Estudos destacam que a China é o maior financiador de subsídios ao combustível e a outras vantagens para frotas que operam na região. Relatos indicam incentivos municipais para o desembarque de krill e custos de aquisição de novos navios.

A Noruega aponta que o apoio oficial não se traduz em subsídios diretos à pesca, mas admite mecanismos de crédito e financiamento para atividades correlatas, como construção naval. A discussão ocorre dentro de regras da OCDE e de debates sobre subsídios pesqueiros internacionais.

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