Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Inadimplência atinge recorde na Argentina, pressionando bancos, fintechs e Milei

Inadimplência de famílias atinge 11,5% em março, maior em quinze anos, pressionando bancos e fintechs argentinos e elevando provisões e cortes de custos

Inadimplência Atinge Máxima de 15 Anos na Argentina
0:00
Carregando...
0:00
  • Inadimplência de famílias chegou a 11,5% dos empréstimos em março, maior nível em quinze anos, ante 2,6% no fim de 2024.
  • Bancos e fintechs tiveram lucro pressionado e elevaram provisões para créditos duvidosos; alguns registraram prejuízo no primeiro trimestre; four instituições receberam aporte de capital: Ualá, Compañía Financiera Argentina (Efectivo Sí), Banco de Servicios Financieros e Banco del Sol.
  • Grandes bancos reduzem custos para preservar capital, com o Banco Supervielle anunciando demissão voluntária; o setor já cortou seis mil postos de trabalho no último ano.
  • Banco Central flexibilizou a política monetária em abril, para cerca de 20% ao ano, e incentivou empréstimos com prazos maiores e juros menores para devedores.
  • Analistas divergem: Santander Argentina vê admissível recuo da inadimplência com a queda das taxas; Moody’s aponta ainda não ter visto o pico, mas sinaliza desaceleração do ritmo de deterioração.

O índice de inadimplência entre famílias na Argentina atingiu 11,5% em março, o maior nível em 15 anos, segundo dados do banco central. O salto, vindo de 2,6% no fim de 2024, pressiona bancos e fintechs e sustenta o debate sobre a reforma econômica.

A elevação da inadimplência derruba o patrimônio de instituições financeiras, levando muitas a aumentar provisões para créditos duvidosos e, em alguns casos, registrarem prejuízos no primeiro trimestre. Quatro empresas receberam aportes de capital recente para compensar perdas.

Entre os bancos citados constam Banco de Servicios Financieros, correspondente ao braço financeiro do Carrefour na Argentina, e Banco del Sol. A Ualá recebeu aporte de US$ 197 milhões em março, após alta da inadimplência que chegou a 39,5% em fevereiro, antes de ajustes contábeis.

A Compañía Financiera Argentina, conhecida como Efectivo Sí, registrou queda de 26% no patrimônio líquido no fim de 2025 e foi alvo de aporte antes de ser adquirida pelo Banco Columbia por pouco mais de US$ 30 milhões. A taxa de inadimplência da empresa permanecia em 39% em fevereiro, conforme dados oficiais.

Desempenho setorial e aportes de capital

O endurecimento da inadimplência também levou a cortes de custos. O Banco Supervielle anunciou demissões voluntárias para reduzir o quadro em cerca de 500 pessoas, em meio a um ajuste que já totalizava 6 mil cortes no setor no último ano.

No setor, o ritmo de empregos caiu de forma geral, com o sistema bancário reduzindo cerca de 6.000 postos nos últimos 12 meses, de um total de 96 mil em 2024. A atuação de credores passou a priorizar recuperação de crédito, com alongamento de prazos e redução de encargos para estimular pagamentos.

Panorama macro e resposta regulatória

O Banco Central respondeu flexibilizando a política monetária em abril, com queda de juros para cerca de 20% ao ano e relaxamento das reservas para aumentar a liquidez. Órgãos reguladores pediram aos bancos que ofereçam prazos maiores, juros menores e isenção de encargos a devedores em atraso.

Analistas divergem sobre o teto da inadimplência. Um executivo de banco argumenta que o movimento pode estar próximo do pico, com melhora esperada conforme salários reais passam a subir. Outros indicam que a deterioração pode continuar por algum tempo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais