- INCC-M subiu 1,07% em abril, segundo o IBGE, reacendendo o alerta no mercado imobiliário.
- Acúmulo do ano chega a 4,55% e, nos últimos 12 meses, a 8,84%.
- A alta de abril foi puxada por materiais, com aumento de 1,45%, e mão de obra, em 0,78%.
- Especialistas apontam pressão sobre cimento, aço e madeira, além de salários e encargos trabalhistas.
- Setor deve seguir com custos elevados e contratos mais complexos, impactando imóveis, lançamentos e rentabilidade.
O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) subiu 1,07% em abril, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira, 14. O aumento reacende o alerta no setor imobiliário, já pressionado por custos crescentes de materiais e mão de obra.
O indicador acumula alta de 4,55% no ano e 8,84% nos últimos 12 meses. A elevação de abril foi puxada principalmente pelos custos de materiais, com alta de 1,45%, e pela mão de obra, que avançou 0,78%.
Especialistas apontam que a disparada reflete pressão sobre cimento, aço e madeira, além de salários e encargos trabalhistas mais altos. O efeito pode impactar contratos imobiliários, elevando custos de obras e projetos.
O setor já sentia os impactos da inflação de custos, com redução de lançamentos e reajustes nos preços dos imóveis. A alta do INCC-M reforça a necessidade de planejamento financeiro mais rígido para construtoras, investidores e consumidores.
Segundo o IBGE, os custos de materiais de construção subiram 1,45% em abril, enquanto a mão de obra avançou 0,78%. Também aponta que os materiais acumulam alta de 4,55% no ano e 8,84% em 12 meses.
Especialistas destacam que a tendência de alta deve permanecer, com demanda forte por insumos e escassez de alguns itens no mercado internacional. A inflação de custos tende a impactar preços finais e rentabilidade.
O INCC-M de abril reacende a vigilância sobre o mercado, que precisa se preparar para custos crescentes e contratos mais complexos. A expectativa é de continuidade das pressões nos próximos meses, segundo analistas.
Fonte: IBGE
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