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Inflação na Argentina desacelera para 2,6% em abril

Inflação mensal na Argentina desacelera para 2,6% em abril, interrompendo dez meses sem queda e amenizando pressão sobre o governo Milei

Inflação da Argentina desacelera em abril de 2026 — Foto: Natacha Pisarenko/AP
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  • Inflação mensal na Argentina ficou em 2,6% em abril, ante 3,4% em março, segundo o Indec, interrompendo a sequência de dez meses consecutivos sem queda.
  • O IPC, nos últimos 12 meses até abril, foi de 32,4%, ligeiramente abaixo de março, que ficou em 32,6%.
  • A REM (Pesquisa de Expectativas de Mercado) apontou, para abril, inflação mensal de 2,6%.
  • Entre os setores, transporte subiu 4,4% e educação 4,2%.
  • Alimentos e bebidas não alcoólicas tiveram alta de 1,5%, enquanto recreação e cultura subiu 1%.

A inflação mensal na Argentina ficou em 2,6% em abril, conforme o Instituto Nacional de Estadística y Censos (Indec). O resultado representa uma desaceleração em relação a março, quando houve alta de 3,4%. Assim, o índice interrompeu uma sequência de dez meses com queda ou estabilização.

No acumulado de 12 meses até abril, o IPC atingiu 32,4%, ante 32,6% registrado em março. O número está alinhado com a previsão da Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM), do Banco Central, que apontava 2,6% para o mês.

O mês de abril teve destaques setoriais: transporte subiu 4,4%, puxado pelo aumento dos combustíveis, e educação registrou alta de 4,2%. Por outro lado, alimentos e bebidas não alcoólicas subiram 1,5% e recreação e cultura 1%.

Desempenho por setor

  • Transporte: alta de 4,4% em abril, impactando o índice mensal.
  • Educação: avanço de 4,2%.
  • Alimentos e bebidas não alcoólicas: elevação de 1,5%.
  • Recreação e cultura: crescimento de 1%.

Contexto econômico e cenário político

Desde o fim de 2023, o governo do presidente Javier Milei adotou medidas de austeridade fiscal para conter a inflação. Em 2025 houve retomada da inflação mensal após um início de ano mais moderado. Em abril, Milei pediu paciência aos brasileiros com a recuperação econômica e voltou a defender políticas de ajuste.

O presidente também criticou a imprensa por supostos exageros sobre a economia e enfrentou críticas de adversários políticos. As declarações ocorreram em meio a um período de intensificação de debates sobre o ritmo da recuperação econômica e o desempenho de setores da indústria.

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