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IR 2026: especialistas apontam erros que levam à malha fina

Mais de 24 milhões enviaram IRPF 2026; erros em despesas médicas, rendimentos omitidos e conferência do pré-preenchido mantêm risco de malha fina

O prazo de envio das declarações começou em 23 de março e termina em 29 de maio - (crédito: EdiCase)
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  • Mais de 24,2 milhões de declarações do IRPF 2026 foram enviadas até 14 de maio, com 59,6% feitas pelo sistema de declaração pré-preenchida.
  • O prazo de envio começou em 23 de março e vai até 29 de maio; a Receita Federal espera cerca de 44 milhões de documentos no total.
  • Especialistas alertam que a declaração pré-preenchida reduz erros, mas não elimina falhas, pois os dados vêm de terceiros e podem estar incorretos.
  • As principais causas de malha fina são despesas médicas (32,6%), omissão de rendimentos (30,8%), outras deduções (16%) e divergências no imposto retido na fonte (15,1%).
  • Dicas do especialista Fabrício Tonegutti: declarar apenas o que foi efetivamente pago, conferir recibos item a item e não aceitar automaticamente o que veio carregado pelo sistema, especialmente em saúde e dependentes.

Mais de 24 milhões de brasileiros já encaminharam a declaração do IRPF 2026 à Receita Federal. O volume confirma o avanço da tecnologia, mas especialistas alertam que erros podem levar o contribuinte à malha fina.

Até 14 de maio, foram entregues 24.204.094 declarações, com 59,6% feitas pelo sistema de declaração pré-preenchida. O prazo segue até 29 de maio, e a expectativa é atingir 44 milhões de documentos.

Segundo especialistas, o modelo pré-preenchido facilita, mas não elimina falhas. Dados de terceiros podem estar incorretos; se o contribuinte não revisar, o erro persiste e pode levar à malha fina.

Cuidado com rendimentos

A omissão de rendimentos é uma das armadilhas mais comuns. Além do salário, aluguel, estágio, aposentadoria, pensão, freelas, aplicações financeiras e rendimentos de dependentes devem constar na declaração.

Muitos se lembram apenas do emprego principal e esquecem outras fontes de renda. Caso haja operações com ações ou fundos imobiliários, a ausência de declaração de ganhos também gera inconsistência.

Despesas médicas e outras deduções

A Receita aponta que despesas médicas respondem por 32,6% dos casos de malha fina, seguidas pela omissão de rendimentos e por divergências no imposto retido na fonte. Despesas com saúde costumam ser o maior vilão entre deduções.

É comum lançarem valores incorretos ou deduções não aceitas, como gastos com vacina ou serviços que não são dedutíveis. A orientação é declarar apenas o que foi efetivamente pago, com comprovantes, e revisar cada item.

Outras deduções geram problemas quando incluem dependentes de forma inadequada, gastos educacionais fora das regras e pensão alimentícia preenchida de modo incorreto. O programa pode ajudar ao comparar modelos de tributação.

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