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Juros altos dificultam empreendedorismo, aponta Benchimol

Juros elevados dificultam crédito a novos negócios; Benchimol defende equilíbrio fiscal para baratear dinheiro e fomentar empreendedorismo

Benchimol, da XP: “Falhar é um presente desde que você falhe pequeno” — Foto: Vanessa Carvalho/Valor
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  • Guilherme Benchimol, fundador da XP Inc., diz que juros historicamente altos são o principal entrave ao empreendedorismo no Brasil.
  • Ele cita que a média da Selic acima de 13% ao ano dificulta o acesso a capital para novas empresas.
  • Benchimol defende equilíbrio das contas públicas para tornar o crédito mais barato e favorecer o crescimento empresarial.
  • O instituto B55, criado por Benchimol com André Street e David Vélez, aponta que 73% das empresas estão estagnadas há três anos.
  • Como exemplo de melhoria gradual, ele cita o Banco XP, que levou seis anos para se estruturar e hoje é o sétimo maior banco do Brasil.

Guilherme Benchimol, fundador e presidente do conselho da XP Inc., afirma que juros historicamente altos representam o principal entrave ao empreendedorismo no Brasil. Em conversa no Summit Valor Brazil-USA, ele destacou que a média da Selic acima de 13% ao ano dificulta o acesso a crédito para startups e negócios de menor porte.

Benchimol ressaltou que taxas de empréstimo entre 5% a 6% ao mês tornam inviável a obtenção de margens suficientes para sustentar novos empreendimentos. Ele propôs equilíbrio das contas públicas para reduzir o custo do dinheiro e ampliar a disponibilidade de crédito no país.

O empresário, que saiu da posição de CEO em 2021 para atuar no conselho, citou a necessidade de mudanças estruturais na gestão pública e na governança das empresas. Em parceria com o instituto B55, ele busca apoiar empreendedores na transição de operações para gestão estratégica, com foco em resultados.

Desafios para empreender e gestão

O B55, criado por Benchimol ao lado de André Street, da Stone, e David Vélez, do Nubank, aponta que 73% das empresas permanecem com receita estável há três anos. O objetivo é ajudar companhias a sair do operacional para a tomada de decisão estratégica, com atuação remunerada para sustentar atividades de interesse público.

Benchimol destacou a experiência de transformar a XP, iniciando em uma sala pequena até chegar a cerca de 9 mil funcionários e R$ 1,5 trilhão em ativos sob custódia. Ele citou o Banco XP, lançado há seis anos, como exemplo de crescimento gradual, sem formação de um time extraordinário no início, mas com planejamento sólido.

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