- O leite longa vida foi o item que mais pesou na inflação de abril, com alta de 13,66%, o maior impacto no IPCA apurado pelo IBGE.
- O aumento está ligado ao maior custo de produção, com elevação de milho, soja, transporte e energia, além de efeitos da seca em algumas regiões.
- A inflação de alimentos subiu 0,81% em abril, puxada pelo leite, que subiu mais que os demais derivados (leite em pó 8,45% e integral 8,21%).
- No conjunto, a inflação de abril ficou em 0,47% e acumula 4,29% nos últimos 12 meses; gás de cozinha (4,55%) e transporte (0,89%) também contribuíram.
- A expectativa é de continuidade de preços elevados do leite nos próximos meses, devido a milho, soja e seca, mantendo pressão sobre os alimentos.
O leite longa vida foi o alimento que mais pesou na inflação de abril, com alta de 13,66%, segundo o IBGE. O índice oficial de inflação, o IPCA, registrou alta de 0,47% no mês.
A reação de preços ocorreu em meio ao aumento do custo de produção, impulsionado por milho, soja, transporte e energia. A seca também colaborou para elevar os custos na cadeia de laticínios.
O leite longa vida é o mais consumido, e registrou alta acima de outros derivados. O leite em pó subiu 8,45% e o integral 8,21% no mês.
Impacto nos alimentos
Além do leite, o setor de laticínios elevou a inflação de alimentos, que ficou em 0,81% em abril. Queijo avançou 4,23% e iogurte, 4,12%.
Segundo João Pedro de Oliveira, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais, o custo de produção subiu cerca de 30% nos últimos meses. A seca e o repasse de custos ao consumidor explicam o reajuste.
O IBGE aponta que, no conjunto, o aumento do leite e de seus derivados contribuiu para a elevação da inflação de alimentos. Outros componentes da inflação continuaram pressionando o IPCA.
O indicador mensal de abril ficou em 0,47%, elevando o acumulado de 12 meses para 4,29%. Além disso, o gás de cozinha teve alta de 4,55% e o transporte, 0,89%.
Especialistas projetam que o preço do leite permanecerá elevado nos próximos meses, com continuidade de pressão pela alta de milho, soja e pela seca. A inflação de alimentos deve continuar sensível a esses fatores.
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