- Lucro líquido do Nubank no primeiro trimestre de 2026 foi de US$ 871,4 milhões, queda de 5% frente ao quarto trimestre de 2025, e alta de 41% em doze meses, desconsiderada a variação cambial.
- ROE anualizado ficou em 29%, abaixo dos 33% do quarto trimestre de 2025, mas acima dos 27% de um ano antes.
- Receita total no período superou US$ 5 bilhões pela primeira vez; juros líquidos atingiram US$ 3,25 bilhões, com margem líquida de juros de 21,1%.
- Carteira de crédito total chegou a US$ 37,2 bilhões, sendo US$ 24,3 bilhões em cartões, cerca de US$ 10 bilhões em crédito sem garantia e US$ 3 bilhões em crédito com garantia; índice de empréstimos sobre depósitos ficou em 58,3%.
- Atrasos entre 15 e 90 dias somaram 5,0% e atrasos acima de 90 dias ficaram em 6,5%; provisões para perdas de crédito totalizaram US$ 1,79 bilhão, com margem líquida ajustada ao risco de 9,5%; Brasil já tem mais de 115 milhões de clientes e México, mais de 15 milhões.
O Nubank registrou lucro líquido de US$ 871,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 5% ante o quarto trimestre de 2025 e ligeira abaixo do consenso de analistas. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve alta de 41% sem ajustar câmbio. A base de clientes chegou a 135,2 milhões, aumento de 3% no trimestre e 14% em 12 meses.
A rentabilidade medida pelo ROE anualizado ficou em 29%, abaixo dos 33% do 4º t/2025, mas acima dos 27% de 12 meses antes. A receita total ficou acima de US$ 5 bilhões, pela primeira vez. A parte de juros líquidos atingiu US$ 3,25 bilhões, com ganho de 12% no trimestre.
Desempenho econômico e carteira de crédito
A margem líquida de juros ficou em 21,1%, refletindo crédito com maior expansão que os passivos. A carteira de crédito total avançou 40% em 12 meses e 7% no trimestre, para US$ 37,2 bilhões, com cartões de crédito somando US$ 24,3 bilhões.
Crédito sem garantia ficó em cerca de US$ 10 bilhões e operações com garantia em US$ 3 bilhões. O índice de empréstimos versus depósitos ficou em 58,3% no trimestre, acima de 49,1% no fim de 2025, sinalizando expansão da franquia de crédito.
Provisões para perdas de crédito somaram US$ 1,79 bilhão, alta trimestral de 33%. A margem líquida ajustada ao risco ficou em 9,5%, ante 10,5% no último trimestre de 2025. A gestão atribuiu o aumento a sazonalidade e ao mix de produtos.
Perspectivas e comentários da administração
Segundo a diretoria, a expansão de crédito em segmentos de maior risco gerou provisionamento adicional, sem indicar deterioração da carteira. O desvio foi considerado positivo, pois a Nu cresceu acima do esperado.
O prazo médio do portfólio é de três meses no Brasil e dois no México, o que permite rápida reação a mudanças de qualidade de crédito. A empresa reforçou que portar carteiras de crédito de longo prazo dificultaria ajustes rápidos.
Expansão regional e base de clientes
No Brasil, o Nubank ultrapassou 115 milhões de clientes, consolidando-se como a maior instituição financeira privada do país por base de clientes, com atividade crescente e quase 100 milhões de clientes ativos.
A participação no lucro endereçável do Brasil está em torno de 7%, indicando espaço para ganho de participação de mercado. A gestão destaca que o país tem potencial de crescimento significativo nos próximos anos.
No México, a base de clientes passou de 15 milhões, tornando o Nubank a terceira maior instituição financeira local. O ritmo de crescimento segue o modelo brasileiro, com melhoria da eficiência e do faturamento por cliente ativo.
*Conteúdo originalmente publicado no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.*
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