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Marcos Gurgel defende fim do Projeto Verão e debate inovação corporativa

Marcos Gurgel critica o “Projeto Verão” da inovação corporativa e defende execução contínua com governança para entregar resultados reais

‘Chega de Projeto Verão’, diz Marcos Gurgel sobre inovação corporativa
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  • Painel “O que faz a inovação funcionar” ocorreu no São Paulo Innovation Week, no dia 14, reunindo Caroline Capitani, Paulo Emediato e Marcos Gurgel para debater inovação corporativa.
  • O tema central foi a pressão por resultados, excesso de métricas de volume e desafios para transformar inovação em execução nas empresas.
  • Paulo Emediato afirmou que a inovação aberta precisa de transformação estrutural, migrando de foco em atividades para geração de impacto no negócio, com ênfase em eficiência e IA.
  • Marcos Gurgel destacou queda na eficiência dos programas de inovação, com cortes de equipes e orçamentos nos últimos dois anos e menor valor entregue ao acionista.
  • Caroline Capitani disse que inovação deve ser viewed como defesa competitiva, não apenas vitrine, exigindo estratégia clara, ligação com operações e decisões rápidas; houve críticas ao excesso de foco em atividades sem absorção prática.
  • Os participantes discutiram relação entre startups e grandes empresas, IA como acelerador de tarefas, necessidade de envolver áreas jurídicas e governança, e a retirada do “Projeto Verão” em favor de execução de longo prazo.

Dois painéis do São Paulo Innovation Week discutiram a pressão por resultados na inovação corporativa. O debate ocorreu nesta quinta-feira, 14, reunindo Caroline Capitani, Paulo Emediato e Marcos Gurgel. O tema central foi transformar ideias em impacto real para os negócios, em meio a corte de investimentos e avanço da IA.

Os executivos destacaram que a inovação precisa deixar a vitrine e entregar valor concreto. Emediato afirmou que a inovação aberta está passando por uma mudança estrutural, migrando de indicadores de atividade para resultados para o negócio, diante de menor disponibilidade de capital.

A conversa apontou que indicadores globais mostram queda na satisfação com a capacidade de inovar. Cortes de equipes e orçamentos nos últimos anos são citados como fatores que reduzem o valor entregue aos acionistas em relação aos produtos desenvolvidos.

Mudança de foco na prática

Capitani defendeu que inovação eficaz depende de estratégia clara, conexão com operações e decisões rápidas. Enquanto isso, o trio criticou o excesso de eventos e métricas de volume sem aplicação prática, observando absorção insuficiente das iniciativas.

A relação entre startups e grandes empresas também foi alvo de análise. Gurgel ressaltou assimetrias de decisão, incentivos e fluxo de caixa como entraves, usando a metáfora de um relacionamento corporativo em formação.

IA e execução

Emediato destacou que a IA pode acelerar tarefas, mas não substitui a experiência prática de clientes e equipes. Profissionais de inovação devem sair dos escritórios para entender problemas reais e o trabalho de startups.

Ao final, os participantes ofereceram diretrizes para melhorar estratégias. Capitani indicou definir responsáveis e envolver jurídico e compliance desde o começo. Emediato sugeriu priorizar a experiência do cliente e a proximidade com usuários finais.

Observação final sobre o caminho da inovação

Gurgel encerrou criticando o que chamou de Projeto Verão da inovação corporativa, que representa iniciativas rápidas sem continuidade. Ele pediu mudanças de comportamento para evitar soluções apenas de curto prazo e promover execução consistente a longo prazo.

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