- O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse em entrevista ao NeoFeed que não haverá mudança nas regras fiscais para 2027 e que o Orçamento deverá evitar surpresas ao mercado.
- Em 15 de abril, o governo enviou ao Congresso a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 com meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto; o Projeto de Lei Orçamentária Anual fica para até 31 de agosto.
- O PLOA de 2027 deve sinalizar o cumprimento da meta sem dificuldades, com estabilidade das expectativas e entrada gradual de precatórios dentro da meta.
- Moretti tem atuado em temas como minerais críticos e combustíveis, mantendo atuação relevante junto ao governo e à Junta de Execução Orçamentária, segundo ele, de forma colegiada.
- Em ano eleitoral, o governo afirma que não pretende revisar o arcabouço fiscal, buscando manter regras estáveis e evitar ruídos, com foco na meta de 0,5% do PIB para 2027.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou em entrevista ao NeoFeed que a prioridade para 2027 será manter a estabilidade fiscal e não surpreender o mercado. A meta de superávit primário de 0,5% do PIB está condicionada ao consenso com o Congresso.
Moretti sinalizou que o Orçamento de 2027 não trará mudanças abruptas nas regras fiscais. O governo pretende entregar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) até 31 de agosto, com um caminho claro para cumprir a meta sem dificuldades.
O ministro apresenta o planejamento como continuidade das práticas vigentes, mantendo a condução técnica da área. Ele enfatizou que a articulação com a Junta de Execução Orçamentária (JEO) seguirá, sem rupturas significativas na gestão.
Meta de 2027 e cenário fiscal
A equipe econômica já discute as linhas do PLOA para 2027, apontando ausência de surpresas. A ideia é sinalizar ao mercado o cumprimento da meta, incluindo a entrada gradual de precatórios dentro do teto.
Moretti também tratou da atuação no governo, destacando que atua em temas como minerais críticos e preços de combustíveis a pedido do Palácio do Planalto. Ele reforçou que a função é orientar políticas fiscais.
O ministro descreveu o papel institucional do Planejamento como colegiado, com participação de técnicos da SOF e da atual gestão da Casa Civil. Segundo ele, não há intenção de alterar o perfil técnico do ministério.
Questionado sobre a possibilidade de revisão do arcabouço fiscal, Moretti afirmou que não há previsão para mudanças neste ciclo, especialmente em ano eleitoral, destacando a preservação das regras e o controle de despesas e receitas.
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