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Oncoclínicas tem prejuízo triplicado no 1º tri e incerteza de continuidade

Prejuízo da Oncoclínicas sobe para R$ 438,7 milhões no 1º tri; receita cai 22,3% e dívida chega a R$ 3,3 bilhões, com incerteza sobre continuidade operacional

Fachada do Cancer Center Oncoclinicas, em Belo Horizonte
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  • Prejuízo da Oncoclínicas no 1º trimestre foi de R$ 438,7 milhões, triplicando em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Receita líquida caiu 22,3%, para R$ 1,2 bilhão, e o Ebitda ficou negativo em R$ 49,2 milhões; a dívida líquida atingiu R$ 3,3 bilhões, com alavancagem de 5,2 vezes o Ebitda.
  • A companhia manteve o parecer de incerteza sobre a continuidade operacional, repetindo a avaliação feita no trimestre anterior.
  • A empresa busca regularizar a situação com credores, sinalizando possível repactuação de dívidas, venda de ativos, aumento de capital e mudanças na presidência.
  • A PwC, empresa responsável pela auditoria, reiterou que a rede tem prejuízos recorrentes, em meio a fatores como perdas com recursos do Banco Master e inadimplência de terceiros.

A Oncoclínicas divulgou resultados do primeiro trimestre que mostram prejuízo expressivo e queda de receita, ampliando a pressão sobre a rede. O resultado operacional apresentou piora em relação ao mesmo período de 2025, e a companhia sinalizou incerteza sobre continuidade das atividades.

O prejuízo ajustado para o trimestre somou R$ 438,7 milhões, mais que triplicando frente ao 1º tri de 2025. A receita líquida caiu 22,3%, para R$ 1,2 bilhão, enquanto o Ebitda ficou negativo em R$ 49,2 milhões e a dívida líquida alcançou R$ 3,3 bilhões.

A alavancagem financeira atingiu 5,2 vezes o Ebitda, indicativo de endividamento elevado versus geração de caixa. A empresa também repetiu alerta de incerteza sobre a continuidade operacional, já presente na divulgação de 2025.

No mesmo relatório, a Oncoclínicas detalha ações para reduzir pressão de caixa, como negociação com credores para repactuação de dívidas, venda de ativos, aumento de capital e mudanças na presidência. Medidas visam amenizar necessidades de caixa.

A companhia informou que negocia condições com credores para regularizar a situação, incluindo prazos, taxas e garantias diferenciadas. A nota ressalta ainda que a recuperação depende de efeitos dos planos da administração.

O parecer da auditoria externa, feito pela PwC, reforça a visão de recorrentes prejuízos operacionais. A empresa admite que o cenário atual envolve incerteza relevante sobre a continuidade das operações.

Fatores que pesaram na liquidez incluem perdas com recursos depositados no Banco Master e inadimplência de parceira Unimed-Ferj, conforme descrito nos documentos oficiais. O Banco Master já foi tema de outras divulgações da companhia.

Grupos do setor, como Porto e Fleury, desistiram de propostas de aquisição após analisar o endividamento da Oncoclínicas, indicando o tamanho do desafio financeiro enfrentado pela rede.

A empresa destacou que está em negociação com credores para regularizar a situação, contemplando possível repactuação de dívidas. A viabilidade de tais medidas é apontada como crucial para a continuidade do negócio.

A Oncoclínicas opera 142 unidades em 49 cidades, incluindo laboratórios de genômica e patologia e centros de tratamento ao câncer. A rede busca manter operações enquanto trata a dívida elevada e a queda de receita.

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