- A sexta fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 14 de maio, para apurar fraudes no sistema financeiro nacional.
- Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), foi alvo de prisão preventiva em um dos sete mandados dessa etapa.
- Além da prisão, a operação inclui 17 mandados de busca e apreensão, e ordens de afastamento de cargos públicos, bloqueio de bens e sequestro.
- Os crimes investigados incluem ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos e violação de sigilo funcional, com foco em transações entre o Banco Master e o BRB.
- Foi bloqueado judicialmente o valor de 12,2 bilhões de reais relacionado a operações fraudulentas envolvendo ativos do Banco Master adquiridos pelo BRB.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 14 de maio, a sexta fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga fraude, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, com foco inicial em transações irregulares entre o Banco Master e o BRB. Ao todo, há sete mandados de prisão expedidos pelo STF.
Entre os alvos, está Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele foi preso preventivamente em meio aos cumprimentos de mandados no estado de Minas Gerais. Os agentes também cumprem 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A operação autorizou ainda afastamentos de cargos públicos e ordens de sequestro e bloqueio de bens. Estão sob investigação crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional. A PF não informou detalhes de los próximos passos.
O caso envolve o Grupo Multipar, conglomerado mineiro liderado por Henrique Vorcaro, com atuação em infraestrutura, construção pesada, entre outros setores. A apuração aponta a criação de carteiras de crédito sem lastro para inflar balanços e obter liquidez artificialmente, com suposta omissão ou conivência de agentes internos e reguladores.
Um dos resultados da investigação é o bloqueio judicial de cerca de R$ 12,2 bilhões relativos a operações fraudulentas de compra de ativos do Banco Master pelo BRB. A PF aponta que tais operações teriam permitido a movimentação de ativos fictícios no mercado.
Desdobramentos da investigação
As apurações abrangem procedimentos de cooperação entre órgãos federais e o Judiciário, conforme a Justiça determina medidas de indisponibilidade de bens e monitoramento de ativos. A Polícia Federal continua coletando provas e ouvindo testemunhas.
A PF não confirmou novas identidades ou datas de novos mandados. O Ministério Público, em seguida, pode oferecer relatos adicionais sobre o andamento do inquérito. A defesa de envolvidos pode se manifestar nos autos conforme os prazos legais.
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