- Bruno Moretti assumiu o Ministério do Planejamento e tem atuado como articulador do governo junto ao Congresso, cuidando de pautas fiscais e políticas públicas.
- Em pouco mais de um mês, ele conduziu negociações sobre o projeto de lei que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil e ajudou a desenhar medidas para reduzir os preços de combustíveis.
- Também acompanha a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para dois mil vinte e sete.
- Moretti, que já comandou entrevistas à imprensa no Palácio do Planalto e tem passado por cargos na Casa Civil, é visto como figura ascendente na equipe econômica.
- Economistas avaliam que, apesar do prestígio político, o cenário fiscal para dois mil e vinte e cinco ainda aponta desafios para cumprir metas de superávit primário, com dúvidas sobre a viabilidade da meta de quarenta e cinco por cento do PIB no ano seguinte.
Bruno Moretti, novo ministro do Planejamento, ganhou destaque na equipe econômica desde que assumiu a pasta. Ele atua não apenas no Orçamento, mas também em pautas sensíveis com o Congresso, a pedido do Planalto.
Em pouco mais de um mês no cargo, Moretti tem sido visto como interlocutor-chave do governo no Congresso e com a confiança pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua atuação atravessa áreas como terras raras e combustíveis.
O ministro já conduz negociações do projeto de lei que regulamenta minerais críticos, em tramitação final na Câmara. Também participou do desenho de medidas para conter preços de combustíveis em meio a tensões internacionais.
Entre as atribuições previstas, estão a Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2027, que definem o orçamento do próximo governo. A função central é gerir o orçamento em parceria com a Fazenda.
Moretti atuou como braço-direito da Casa Civil e foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras até março. Sua atuação abrange temas fiscais que vão além do Planejamento, incluindo pautas de política pública já tratadas no governo.
Fontes concernentes destacam que Moretti é uma figura ascendente no governo e tem trânsito no Legislativo. O deputado Arnaldo Jardim, relator do PL das terras raras, confirmou o papel de interlocutor do Planalto na pauta junto ao Congresso.
Antes da votação do projeto das terras raras, o ministro interveio para discutir a necessidade de anuência prévia de um novo conselho de governo. A mudança nocauteou a exigência dessa anuência para que os projetos sejam apenas homologados pelo comitê correspondente.
Moretti afirmou ao NeoFeed que atuou em temas como terras raras e redução tributária de combustíveis a pedido da Presidência. Ele ressalta atuação pontual, sempre dentro de atribuições próprias do Planejamento.
Na época da Casa Civil, o ministro também participou de debates sobre a PEC da autonomia financeira do Banco Central. Em reuniões com parlamentares, defendeu que a proposta não aumentasse as despesas primárias do governo.
Ainda segundo o governo, Moretti possuía papel de secretaria-executiva na prática, coordenando grandes temas da administração, o que facilitou seu protagonismo atual. A chefia anterior buscava equilíbrio entre debates fiscais e políticas setoriais.
Especialistas divergem quanto ao impacto fiscal para 2026 e 2027. Economistas destacam que, mesmo com resultados no curto prazo, há dúvidas sobre a consolidação de superávits futuros e eventual necessidade de ajuste de metas.
Para 2026, o governo manteve previsão de superávit primário, mas analistas consideram que o desempenho dependerá de ações para reduzir despesas com precatórios e de receitas do petróleo. A viabilidade de 0,5% do PIB em 2027 é questionada por alguns setores.
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