- Os preços de importados nos EUA subiram 1,9% em abril, após revisão de 0,9% para março, segundo o Departamento do Trabalho.
- No acumulado de 12 meses até abril, os preços de importados avançaram 4,2%, a maior variação desde outubro de 2022.
- O aumento inclui alta de 16,3% nos preços de combustíveis importados em abril, o maior ganho mensal desde março de 2022.
- Excluindo alimentos e energia, os preços de importados subiram 0,7% em abril, frente a 0,2% em março.
- A guerra no Oriente Médio contribuiu para elevar custos de energia e de commodities, reforçando expectativas de firmeza da inflação e da manutenção da política de juros pelo Federal Reserve.
O Departamento do Trabalho dos EUA informou que os preços de importados subiram 1,9% em abril, após revisão para cima de 0,9% em março. O aumento ocorre em meio a pressões inflacionárias alimentadas pela subida nos combustíveis.
Entre os componentes, os preços dos combustíveis importados registraram a maior alta, de 16,3% no mês, o maior avanço desde março de 2022. Além disso, os alimentos importados subiram 0,9%.
A leitura de 12 meses até abril mostra alta de 4,2% nos preços de importados, a mais elevada desde outubro de 2022, acompanhando o ritmo de inflação geral que vem pressionando as autoridades monetárias.
A divulgação chega dias após dados que mostraram aumento sólido nos preços ao consumidor e alta nos preços ao produtor, ampliando expectativas de que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% por um período contínuo.
O contexto internacional envolve interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, em razão da guerra no Oriente Médio, o que elevou custos de energia e de várias commodities, como fertilizantes e alumínio.
Perspectivas e impactos na política monetária
Analistas citados pela imprensa destacam que esse conjunto de dados reforça a percepção de persistência da inflação nos EUA e pode influenciar decisões do Fed nos próximos meses. A leitura de abril complementa o avanço observado em março.
Dados complementares
Em abril, a inflação de importados que exclui tarifas também acelerou, com alta de 0,7%, frente a 0,2% em março. O quadro sinaliza, ainda, pressão contínua em preços de itens sensíveis à energia.
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