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Proteção contra calotes reduz lucro da Caixa em 34% para R$ 3,5 bi

Provisões para perdas sob nova regra do Banco Central elevam o valor para 6,5 bilhões, puxando o lucro líquido recorrente da Caixa para 3,5 bilhões no 1º tri

Fachada da agência da Caixa em Patos (PB), localizada no Guedes Shopping.
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  • Lucro líquido recorrente da Caixa no primeiro trimestre ficou em R$ 3,5 bilhões, queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Provisão para perdas atingiu R$ 6,5 bilhões, alta de 225% na comparação anual.
  • Índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,71%, aumento de 1,22 ponto percentual.
  • A mudança regulatória do Banco Central, em vigor desde 2025, passou a exigir que bancos provisionem a perda esperada no crédito.
  • Carteira de crédito total chegou a R$ 1,4 trilhão, alta de 11,3% em 12 meses; crédito imobiliário atingiu R$ 966,2 bilhões, avanço de 13,9%.

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de 3,5 bilhões de reais no primeiro trimestre, atualizado pela divulgação do balanço nesta quinta-feira, 14. O resultado caiu 34,4% em relação ao mesmo período de 2025, influenciado por maior provisionamento contra calotes.

A provisão para perdas com crédito atingiu 6,5 bilhões de reais, alta de 225% ante o início de 2025. O percentual de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,71%, frente a 2,49% no trimestre anterior.

A Caixa explica que o salto das provisões decorre de mudança regulatória, que desde 2025 exige a reserva da perda esperada em crédito, em vez da perda incorrida. Segundo o banco, isso não representa evolução do risco de crédito ou da carteira.

A margem financeira do período somou 18,3 bilhões de reais, aumento de 11,8% ante igual intervalo de 2025 e 4,2% ante o trimestre anterior, puxado pela maior receita com operações de crédito.

A carteira de crédito total alcançou 1,4 trilhão de reais, alta de 11,3% em 12 meses e 2,3% frente a dezembro. O crédito imobiliário somou 966,2 bilhões, com alta anual de 13,9%.

Entre pessoas físicas, a carteira totalizou 154,9 bilhões, crescendo 10,4% em 12 meses, com destaque para o consignado, em 114,2 bilhões (73,7% da carteira PF). Em crédito a pessoas jurídicas, os empréstimos atingiram 114,3 bilhões, alta de 8,8%.

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