- Em janeiro a abril de 2026 foram vendidos 48.514 carros elétricos puros no Brasil, segundo a ABVE.
- O volume quase triplicou frente ao mesmo período de 2025 (17.695), apontando para um possível novo recorde anual.
- O BYD Dolphin Mini lidera as vendas, com 21.643 licenciamentos no acumulado de janeiro a abril, quase metade do total.
- São Paulo foi o estado com mais emplacamentos no período (10.233), seguido pelo Distrito Federal (4.490) e pelo Rio Grande do Sul (4.221).
- Se o ritmo de janeiro a abril se mantiver, o Brasil pode fechar 2026 com cerca de 145,5 mil elétricos vendidos, segundo projeção da ABVE.
O Brasil emplacou 48.514 carros puramente elétricos nos four primeiros meses de 2026, segundo a ABVE. O volume sinaliza rápida expansão do mercado e coloca 2026 no caminho de recorde histórico. Comparado a 2025 (17.695 unidades), o crescimento é expressivo.
Entre janeiro e abril, o crescimento é expressivo não apenas no total de BEVs, mas na participação de eletrificados. O mercado de veículos leves eletrificados (inclui híbridos) atingiu 38.516 unidades em abril, com 16% de participação de mercado.
BYD lidera com Dolphin Mini
O BYD Dolphin Mini acumulou 21.643 licenciamentos de janeiro a abril, quase metade de todos os elétricos vendidos no período. O modelo tornou-se símbolo da virada do mercado brasileiro.
Disparidade regional e dinamismo setorial
O estado de São Paulo lidera com 10.233 unidades. Brasília aparece em segundo, com 4.490, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 4.221. Esses números ressaltam o peso regional e a infraestrutura local de recarga.
Projeções e contexto do mercado
Mantida a média de 12.128 elétricos por mês, 2026 pode fechar com cerca de 145.542 BEVs. Em 2025 foram 80.178 nesse segmento. A ABVE destaca que o momento reflete maior oferta, marcas atuantes, preços competitivos e aceitação do consumidor.
Fatores em jogo
Segundo a ABVE, o avanço ocorre com chegada de produtos mais competitivos, autonomia adequada ao uso urbano e margens de preço mais próximas dos carros a combustão de faixa intermediária. O movimento envolve também maior participação de modelos plug-in.
Desafios e perspectivas
Entre os obstáculos analisados, continuam preço de entrada elevado, rede de recarga desigual e concentração regional. Mesmo assim, o país parece manter ritmo de adoção estável, com consumidor cada vez mais considerando custos de uso do veículo eletrificado.
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