- A Receita Federal deflagrou a Operação Refugo, com quarenta e seis mandados de busca e apreensão em 14 municípios de São Paulo.
- A ação mira um esquema que usava empresas de fachada para emitir notas fiscais frias, lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
- A investigação aponta fraudes em três grupos empresariais do setor de plásticos, com ao menos sessenta empresas de fachada.
- Os créditos tributários irregulares eram usados para reduzir artificialmente tributos estaduais e federais, como ICMS, IPI, PIS/Cofins e Imposto de Renda.
- O prejuízo estimado aos cofres públicos é superior a R$ 2,5 bilhões.
A Receita Federal deflagrou a Operação Refugo, visando desarticular um esquema de fraude fiscal no setor de plásticos. Nesta manhã, foram decretados 46 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e escritórios ligados aos investigados em 14 municípios de São Paulo. O objetivo é recolher evidências sobre a emissão de notas fiscais frias e o ocultamento de patrimônio.
Segundo a Polícia Fiscal, a ação apura a atuação de três grupos empresariais com participação relevante no mercado paulista de plásticos. As investigações indicam a criação de pelo menos 60 empresas de fachada para gerar créditos tributários falsos. A operação envolve desdobramentos em diferentes estados e contratos simulados.
Fraudes fiscais estariam blindando os destinatários do esquema, que se utilizariam dos créditos irregulares para reduzir artificialmente o pagamento de tributos. Entre os tributos supostamente impactados estão ICMS, IPI, PIS/Cofins e Imposto de Renda. O montante estimado de prejuízo aos cofres públicos supera 2,5 bilhões de reais.
Mandados e locais
A ação foi cumprida na capital paulista e nas cidades de Arujá, Barueri, Bertioga, Caieiras, Cotia, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapevi, Itupeva, Jundiaí, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo e Sertãozinho. As buscas devem continuar conforme andamento das investigações.
Grupos e mecanismos
Os investigadores apontam para a existência de estruturas com atuação coordenada, usando empresas de fachada para simular operações. A finalidade seria emitir notas fiscais sem cobertura econômica real, gerando créditos tributários indevidos. A Agência Federal não informou, até o momento, eventuais prisões ou afastamentos.
A investigação segue em curso para esclarecer o fluxo financeiro, identificar proprietários reais e recuperar ativos vinculados ao esquema. As autoridades também buscam cruzar dados de notas fiscais, movimentações bancárias e contratos entre as empresas envolvidas.
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