- Renfe reteve pagamentos de 22 milhões de euros a Talgo no primeiro trimestre devido aos atrasos na entrega de trens.
- Talgo classificou a situação como complexa e busca um acordo com Renfe ainda neste ano; já há contatos para tentar reconduzir a situação.
- A empresa basca afirma ficar totalmente dissidente das sanções e trabalha para proteger os interesses de seus acionistas, mantendo cautela por Renfe ser um dos seus principais clientes.
- Rafael Sterling, diretor-geral da Talgo, disse que a empresa buscará máxima rentabilidade em novos contratos, em contraste com o modelo aplicado com a Deutsche Bahn (DB) na Alemanha; pedido de 60 trens exige alto capital circulante até faturamento.
- Até 31 de março, a carteira de pedidos da Talgo atingiu recorde de 5,668 bilhões de euros, sem incluir contrato de 756 milhões na Suécia.
Renfe reteve pagamentos no primeiro trimestre por atrasos na entrega de trens Talgo, num valor de 22 milhões de euros. A medida envolve o operador privado espanhol e o grupo vasco, conforme balanço divulgado.
Talgo classifica a situação como complexa e afirma estar em desacordo com as sanções. A direção diz buscar uma solução para proteger os interesses da empresa e de seus acionistas, mantendo a relação com um de seus principais clientes.
A empresa continua otimista quanto a fechar um acordo com Renfe ainda neste ano, com contatos em andamento para reorientar a situação. Os próximos passos incluem renegociação de penalidades e esclarecimentos contratuais.
Carteira de pedidos e estratégia de crescimento
Ao 31 de março, Talgo divulgou carteira de pedidos recorde de 5,668 bilhões de euros, sem contar um contrato de 756 milhões firmado na Suécia. A empresa aposta em contratos com cláusulas indexadas para mitigar riscos de inflação.
A estratégia do grupo de Vitoria envolve ampliar a produção, melhorar eficiência e ampliar atividades de manutenção. Talgo busca também fortalecer a geração de caixa ao longo de todo o ciclo de fornecimento.
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