- Repsol garante abastecimento de querosene graças a investimentos de 1,5 bilhão de euros desde 1º de março, com excedente entre 20% e 25%.
- A empresa soma investimentos privados de 15 bilhões de euros em refino, gás e energia, fortalecendo estoques, logística e produção de combustível.
- O presidente António Brufau disse que Europa precisa de todas as energias, criticou políticas europeias e defendeu uma retomada de laços transatlânticos.
- O diretor executivo Josu Jon Imaz afirmou que a oferta pode ser duplicada em situações de demanda, citando exemplo entre Málaga e Glasgow; consumo de querosene na Espanha é maior que a produção (160 mil vs 120 mil barris/dia).
- A junta aprovou contas de 2025 com lucro líquido ajustado de 2,568 bilhões de euros e aprovou dividendos total de 1,88 bilhão de euros, além de recompras de ações e possibilidade de revisão do plano estratégico diante de incertezas regionais.
Repsol assegura fornecimento de querosene por meio de investimentos de 1,5 bilhão de euros desde março e de um excedente estimado entre 20% e 25%, diante da crise no Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita pelo presidente da empresa durante a reunião geral de acionistas, em meio a tensões no cenário energético. A diretoria ressaltou que os estoques e a logística receberam aportes para manter o abastecimento estável.
Brufau destacou que a companhia atua como produtora de hidrocarbonetos, energia elétrica e renováveis, criticando políticas europeias e defendendo que “todas as energias são necessárias”. O executivo afirmou que a atuação da Repsol aumenta a segurança energética de Espanha durante o atual conflito regional.
Durante o encontro, Josu Jon Imaz, CEO, detalhou o aporte recente de 1,5 bilhão de euros em ativos estratégicos desde 1º de março, que garantem estoque e produção. Segundo ele, há um excedente entre 20% e 25% em relação à demanda, o que aumenta a capacidade de atendimento aos clientes.
Imaz enfatizou que a empresa pode ampliar a oferta rapidamente, citando exemplos práticos de abastecimento entre cidades europeias. A despeito do déficit inicial causado pela interrupção no Oriente Médio, a Repsol afirma manter abastecimento suficiente para o verão e o ano inteiro, diante de um consumo de queroseno alto pela trajetória turística.
O presidente da Repsol elogiou o desempenho relativo de Espanha, atribuído ao modelo de renováveis, infraestrutura de gás natural e rede de refino, que, segundo ele, contribuem para a segurança energética. A explicação envolve a atuação da companhia para mitigar impactos da crise de Ormuz.
Sobre a estratégia de longo prazo, Imaz comentou que, diante da situação geopolítica, não descarta ajustes no plano estratégico aprovado neste ano. Ele citou também a relação com a dívida associada à Venezuela, dizendo que o carregamento enviado ao país serve para pagar despesas operacionais, sem abrir mão de cobrar dívidas futuras.
Resultados e dividendos
A assembleia aprovou as contas de 2025, com lucro líquido ajustado de 2,568 bilhões de euros. A proposta de remuneração aos acionistas foi aprovada: 0,551 euro bruto por ação, com base nos resultados, a ser pago em 8 de julho, e 0,53 euro por ações com base em reservas, pagos em janeiro de 2027, totalizando 1,880 bilhão de euros.
Imaz ressaltou a prioridade de manter uma remuneração competitiva. Entre 2026 e 2028, a empresa prevê usar entre 30% e 40% do fluxo de caixa operacional para dividendos e recompra de ações. Conforme o guidance, o dividendo por ação pode crescer entre 6% e 9% ao ano até 2028, sujeita à variação do fluxo de caixa. O pagamento de julho elevará o dividendo total por ação para 1,051 euro, conforme informado pela diretoria.
Além disso, a assembleia aprovou uma redução de capital por meio da recompra de ações, no valor equivalente a 350 milhões de euros, como parte da estratégia de gestão do capital. A Repsol mantém o foco em manter aporte contínuo em infraestrutura e diversidade de energia, diante de um cenário energético global volátil.
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