- Sindicado dos trabalhadores da Samsung define greve de 18 dias, começando em 21 de maio, caso não haja nova proposta após negociações frustradas em 13 de maio.
- Governo sul-coreano tentou mediar o impasse, mas as negociações salariais terminaram sem acordo.
- Primeiro-ministro Kim Min-seok convocou reunião de emergência para acompanhar a situação.
- Funcionários reivindicam que 15% do lucro operacional da Samsung seja distribuído entre eles, citando resultados fortes no setor de chips.
- Sindicato já reúne mais de 90 mil membros, cerca de 70% da força de trabalho na Coreia do Sul, e compara com a política de bônus da concorrente SK Hynix.
O sindicato dos trabalhadores da Samsung na Coreia do Sul definiu data de greve após as negociações salariais não avançarem. A paralisação de 18 dias está marcada para começar em 21 de maio, caso não haja nova proposta oficial. A decisão foi tomada após as negociações, realizadas ontem, não alcançarem acordo.
O impasse ocorreu mesmo com tentativas de conciliação mediadas pelo governo sul-coreano. As tentativas ficaram sem consenso, aumentando a pressão sobre a Samsung, cuja divisão de semicondutores enfrenta desafios para manter o ritmo de crescimento.
Em meio às negociações, o governo acompanha a situação de perto, com o primeiro-ministro Kim Min-seok convocando reunião de emergência para avaliar medidas. O objetivo é evitar a processo de greve.
Demandas salariais e lucros
O foco principal dos trabalhadores é a participação nos lucros. O sindicato cobra que 15% do lucro operacional da Samsung seja destinado aos funcionários, em um período de resultados fortes no setor de chips.
A pressão também é alimentada pela comparação com a SK Hynix, rival local que, em setembro, revisou sua política de remuneração e eliminou o teto para bônus após pressão de trabalhadores.
Segundo a Reuters, o sindicato já reúne mais de 90 mil membros, o que corresponde a cerca de 70% da força de trabalho da Samsung na Coreia do Sul.
Contexto financeiro da empresa
A demanda por participação nos lucros ocorre em um momento de alta valorização da Samsung. No primeiro trimestre, a empresa registrou lucro operacional próximo de US$ 38 bilhões. A empresa passou a ter valor de mercado acima de US$ 1 trilhão.
A direção da Samsung sustenta que aumentar a fatia de lucros para os trabalhadores pode comprometer investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além de afetar a capacidade de manter o ritmo de crescimento.
Além disso, a Samsung continua a enfrentar turbulências em setores de componentes e smartphones, impulsionadas pela dependência de chips para data centers. Esses fatores influenciam o quadro de negociação com o sindicato.
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