- No primeiro trimestre de 2026, trabalhadores por conta própria trabalharam em média 45 horas por semana, 13,6% a mais que os empregados, que ficam em 39,6 horas.
- A diferença aumenta ao comparar com os empregadores: autônomos (45 horas) tiveram 19,7% a mais de horas semanais do que os donos de negócios (37,6 horas).
- Os dados são da PNad Contínua do IBGE e dizem respeito à média de horas no trabalho principal de pessoas a partir de 14 anos.
- Entre as quatro categorias do levantamento, os auxiliares familiares tiveram a menor média, 28,8 horas por semana.
- A divulgação ocorre em meio ao debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, que vem ganhando força no Congresso.
Profissionais por conta própria tiveram jornadas mais longas que empregados e empregadores no Brasil no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. A média de horas trabalhadas por semana entre autônomos foi de 45,0 horas, 13,6% maior que a dos empregados (39,6 horas).
A diferença em relação aos empregadores é ainda maior: autônomos registraram 45,0 horas e donos de negócios, 37,6 horas, cobrindo 19,7% a mais. Os dados são da PNAD Contínua e consideram quem tem 14 anos ou mais e trabalha no principal.
Como funciona a comparação
O grupo de trabalhadores por conta própria abrange ocupações com ou sem registro de CNPJ, incluindo MEIs e motoristas de apps. Não há contrato de carga horária fixa, o que favorece variações na prática diária.
Detalhes sobre apps e remuneração
Dados de 2024 já mostravam que quem atua por meio de aplicativos tende a ter rendimento mensal maior, porém com jornadas semanais mais extensas. Pesquisadores apontam que a ausência de regulação facilita a prática de longas horas para aumentar a renda.
Outros perfis na PNAD Contínua
Trabalhadores familiares auxiliares tiveram a menor média de horas na semana, 28,8 horas, no 1º tri de 2026. Entre os quatro grupos analisados pelo IBGE, a média geral ficou em 39,2 horas.
Contexto político e agenda de trabalho
A divulgação coincide com o debate sobre o fim da escala 6×1 para trabalhadores formais. O tema ganhou força após acordo na Câmara para votação de proposta do governo que pretende eliminar esse modelo, tema ligado à agenda de eleições de 2026.
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