- A União Europeia avalia estender o custo de carbono do sistema ETS para voos que partem do bloco, além dos voos dentro da UE.
- Estima-se que o aumento possa elevar o preço médio de passagens internacionais em cerca de 45 euros até 2030, gerando receitas de até 17 bilhões de euros para a UE e seus estados-membros.
- Hoje o ETS cobre apenas voos dentro da UE; por exemplo, voos de Dublin a Paris já são taxados, enquanto Paris a Nova York ficam isentos.
- A medida deve enfrentar resistência de Estados Unidos e de companhias aéreas, que argumentam que ela eleva custos e pode afetar a competitividade.
- A Comissão também avalia outras propostas no âmbito do ETS, como maior transparência no uso de permissões de carbono, créditos internacionais e o papel futuro desses instrumentos.
A União Europeia está avaliando ampliar o sistema de comércio de emissões (ETS) para incluir voos que partem do bloco. A proposta visa cobrar carbono de voos internacionais, em meio a pressões por preços mais altos de combustível e resistência de parceiros, inclusive os EUA.
Autoridades da Comissão Europeia apresentaram a ideia durante reunião com indústria e organizações não governamentais na terça-feira, 12. O objetivo é ampliar o ETS existente, que hoje cobre apenas voos dentro da UE. A extensão poderia alterar custos para as companhias e para os passageiros.
Segundo estimativas, o ETS atual adiciona cerca de 7 euros a uma passagem interna. Se estendido a todos os voos, o custo médio adicional poderia chegar a 45 euros por passagem, com receitas previstas em 17 bilhões de euros até 2030.
A medida pode enfrentar reação de parceiros estratégicos, como os EUA, que já se opuseram à extensão anterior do ETS. Além disso, o aumento de preços da energia eleva a cautela de companhias aéreas ao redor do mundo.
Críticos do setor, especialmente de curta distância, afirmam que o ETS pode incentivar turistas a optar por destinos fora da UE, prejudicando o turismo interno. Operadoras de longa distância, por outro lado, temem margens afetadas.
Até agora, a UE tem avaliado outras mudanças no ETS, como maior transparência no uso de permissões de CO2 e o papel de créditos internacionais. A revisão acontece em meio a perguntas sobre a eficácia das medidas já em vigor.
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