- O volume de vendas do comércio no país em março cresceu 0,5% em relação a fevereiro, apontando o terceiro mês seguido de alta.
- O desempenho recente indica elevada, mas não há consenso sobre o ritmo futuro do setor.
- Analistas divergem sobre impactos de fatores externos que podem reduzir o consumo, como a guerra no Oriente Médio.
- Também há dúvidas sobre efeitos de programas do governo, como o novo Desenrola, voltado ao pagamento de dívidas.
O volume de vendas do comércio brasileiro registrou alta de 0,5% em março ante fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento. O dado aponta para vigor relativamente limitado do setor.
Especialistas divergem sobre os próximos meses, citando incertezas externas e políticas domésticas. Entre os fatores de risco estão o impacto da guerra no Oriente Médio e a continuidade de programas do governo. Desempenho recente não garante trajetória futura.
Geórgia Veloso, da FGV IBRE, afirma que o avanço atual não configura recuperação sustentada, sinalizando cautela com o ritmo esperado para o curto prazo.
Riscos no curto prazo
O ambiente internacional pode influenciar consumo e varejo, com volatilidade de preços e endividamento. A dinâmica fiscal e programas de apoio também podem alterar o cenário de demanda para o varejo.
Além disso, o efeito de medidas governamentais, como o novo Desenrola, pode reverter ou ampliar a capacidade de quitar dívidas, impactando o poder de compra das famílias.
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