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Abit: pequenas empresas devem sofrer mais com a taxa das blusinhas

Abit aponta que fim da taxação de até US$ 50 pode pressionar micro e pequenas empresas têxteis, elevando risco de queda de produção e empregos

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  • O fim da taxação sobre compras internacionais de até US$ 50 pode prejudicar principalmente pequenas empresas do setor têxtil e de confecção, segundo Fernando Pimentel, da Abit.
  • A Abit aponta que a medida pode criar assimetria, dando tratamento melhor a produtos importados e impactando emprego, concorrência e fiscalização de itens que entram no Brasil.
  • O volume de encomendas internacionais tem aumentado, com mais de 500 mil pequenos volumes diários chegando ao país, e casos de multas ou apreensões em produtos fora dos parâmetros legais.
  • Entre 2024 e março de 2026, o setor têxtil e de confecção gerou 20 mil postos formais, em um universo de mais de 1 milhão e 300 mil trabalhadores, e houve crescimento significativo em pacotes e valores enviados.
  • Pimentel diz que, se o ritmo de comércio via pequenas encomendas continuar mais acelerado que o consumo total, o ajuste deverá ocorrer dentro do Brasil, com redução de produção e de vagas, e ressalta a necessidade de reduzir o custo Brasil, incluindo juros altos e alta carga tributária.

O fim da taxação sobre compras internacionais de até US$ 50 pode impactar principalmente pequenas empresas do setor têxtil e de confecção no Brasil, segundo Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit. A avaliação foi feita no programa Mercado Aberto, do Canal UOL.

Pimentel aponta que a medida pode criar assimetria, favorecendo produtos importados frente aos fabricados no Brasil. Ele também alertou para efeitos em emprego, concorrência e fiscalização de itens que entram no país.

Para ele, o setor não é contra modelos de negócio, mas luta pela igualdade competitiva entre produção nacional e importada. A taxação ajudava a reduzir parte das diferenças de custo entre Brasil e Ásia.

O executivo destacou o volume de encomendas internacionais e o desafio de fiscalização. Segundo ele, chegam mais de 500 mil pequenos volumes por dia ao Brasil, exigindo técnicas de amostragem e controles.

Pimentel citou dados recentes sobre emprego e crescimento de encomendas. Entre 2024 e março de 2026, o setor têxtil e de confecção gerou 20 mil empregos formais, em um mercado com mais de 1,3 milhão de trabalhadores.

Ainda de acordo com o público-alvo, em abril deste ano houve aumento de 40% no volume de pacotes em relação a abril do ano anterior, totalizando 16,5 milhões de pequenas encomendas e quase 360 milhões de reais em valores.

Se o ritmo do comércio crescer mais rapidamente que o consumo total, o ajuste tende a ocorrer dentro do Brasil, com redução de produção e de vagas. O tema deve ganhar movimento nos próximos meses, segundo Pimentel.

Para remediar o cenário, a Abit defende ações para reduzir o que chama de custo Brasil, como juros altos e carga tributária sobre produção e consumo. O setor envolve mudanças previstas com a reforma tributária, incluindo IBS e CBS a partir do próximo ano.

Mercado Aberto, apresentado por Amanda Klein, vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, com cobertura de movimentos do mercado. O programa está disponível no painel da home do UOL, no YouTube e no Facebook do UOL.

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