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Ações da Cosan recuam após prejuízo bilionário no 1º trimestre

Ações da Cosan recuam após prejuízo de R$ 1,6 bilhão no 1º tri, pressionado por despesas de pré-pagamento de dívidas e efeitos cambiais

— Foto: Getty Images
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  • Ações da Cosan (CSAN3) caem 6,2% por volta de 12h20, entre as maiores baixas do Ibovespa.
  • Prejuízo líquido de 1,6 bilhão de janeiro a março, impactado por despesas de pré-pagamento de dívidas e efeitos tributários da variação cambial.
  • EBITDA somou 3,2 bilhões no trimestre, alta de 60% na comparação anual; EBITDA ajustado foi de 3,34 bilhões.
  • Receita líquida consolidada caiu 7%, para 9,03 bilhões; dívida líquida expandida caiu 34% em doze meses, para 11,5 bilhões.
  • Jefferies diz que números operacionais ficaram em linha com o esperado, mas o prejuízo pesa; expectativa de desalavancagem já no segundo trimestre com recursos da abertura de capital da Compass; recomendação neutra, preço-alvo de 7 reais.

As ações da Cosan (CSAN3) operam em forte queda nesta sexta-feira (15), após a divulgação do balanço do 1º tri de 2026. Por volta de 12h20, os papéis recuavam cerca de 6,2%, entre as maiores quedas do Ibovespa. O mercado reage ao resultado divulgado pela companhia.

A Cosan registrou prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão entre janeiro e março, apesar de melhoria operacional. Foram aproximadamente R$ 1 bilhão em efeitos pontuais, incluindo despesas com pré-pagamento de dívidas e impactos tributários ligados à variação cambial de dívidas em moeda estrangeira.

O EBITDA chegou a R$ 3,2 bilhões no trimestre, alta de 60% frente ao mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado ficou em R$ 3,34 bilhões. A receita líquida consolidada caiu 7% para R$ 9,03 bilhões.

A dívida líquida expandida de curto prazo encerrou março em R$ 11,5 bilhões, queda de 34% em 12 meses, impulsionada pela capitalização realizada no fim de 2025. O recuo ocorre mesmo com o resultado negativo apresentado.

Cenário financeiro e perspectivas

O banco Jefferies avaliou que os números operacionais ficaram alinhados com o esperado, mas o prejuízo elevou a aversão ao risco. O analista Alejandro Demichelis aponta processo gradual de reestruturação financeira como fator central.

Encargos com o pré-pagamento de dívidas foram citados como pressionando o resultado, porém podem facilitar a desalavancagem nos próximos trimestres. A instituição usa orientação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 7, sugerindo potencial de valorização em cerca de 50%.

O mercado acompanha ainda a possível venda adicional da participação da Cosan na Rumo e o andamento da reestruturação das dívidas da Raízen. Recursos da abertura de capital da Compass podem favorecer a melhoria de alavancagem já no segundo trimestre.

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