- O superávit da balança comercial brasileira em 2026 deve ficar entre US$ 72 bilhões e US$ 75 bilhões, segundo o FGV/Ibre, se o conflito no Oriente Médio não se estender e Trump não trouxer surpresas.
- Em abril, o saldo foi de US$ 10,5 bilhões, levando o acumulado do ano até abril a US$ 24,8 bilhões, 7,5 bilhões acima do mesmo período de 2025.
- A China foi o principal parceiro, com saldo de US$ 11,6 bilhões (47% do total); os EUA registraram déficit de US$ 1,4 bilhão e a Argentina teve superávit reduzido para US$ 815 milhões.
- No acumulado do ano até abril, exportações para o Oriente Médio subiram 2,3% e as importações, 11,6%; na comparação abril de 2025 com 2026, exportações caíram 3,5% e importações caíram 1,0%.
- O estudo ressalta que os próximos meses dependem da evolução do conflito regional, que pode impactar vendas brasileiras de carnes, milho e fertilizantes, bem como compras de adubos, fertilizantes e óleos combustíveis.
O superávit da balança comercial do Brasil em 2026 deve ficar entre US$ 72 bilhões e US$ 75 bilhões, segundo o boletim do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) de abril, elaborado pela FGV/Ibre. A projeção assume que o conflito no Oriente Médio não se estenda para o segundo semestre e que não haja surpresas do presidente Donald Trump no cenário mundial.
O saldo de abril foi de US$ 10,5 bilhões, levando o superávit acumulado no ano a US$ 24,8 bilhões, 7,5 bilhões acima do mesmo período de 2025. Entre os parceiros, a China registrou ganho de US$ 7,3 bilhões e a União Europeia, US$ 1,4 bilhão.
A China sozinha respondeu por US$ 11,6 bilhões do superávit total de janeiro a abril, ou 47% do total. Os EUA tiveram aumento do déficit, de US$ 1,0 bilhão para US$ 1,4 bilhão, enquanto a Argentina manteve saldo positivo menor, de US$ 1,9 bilhão para US$ 815 milhões.
Na comparação anual até abril, as exportações para o Oriente Médio cresceram 2,3%, enquanto as importações aumentaram 11,6%. Entre abril de 2025 e 2026, as exportações recuaram 3,5% e as importações reduziram 1,0%.
O estudo da FGV/Ibre ressalta que os próximos meses indicarão qual tendência prevalecerá, dependendo do contexto regional. A guerra envolvendo o Irã pode influenciar o mercado de petróleo e, consequentemente, o comércio brasileiro, impactando principalmente carnes de frango e bovina, milho, adubos, fertilizantes e óleos combustíveis.
Entre na conversa da comunidade