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Bastidores de importar atum de R$ 60 mil para o Brasil

Bluefin fresco espanhol chega ao Brasil em quatro dias, com logística milimétrica, elevando o padrão de qualidade e abrindo demanda por cortes especiais

Muitos restaurantes, como o Kitchin, fazem uma cerimônia Kaitai de abertura do atum. Foto: Estúdio Movo/Divulgação
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  • O atum Bluefin, Thunnus thynnus, chega ao Brasil vindo da Espanha após cerca de sete mil quilômetros, em quatro dias, passando por caminhões refrigerados, transporte aéreo e desembarque no Galeão.
  • O valor médio de um exemplar inteiro no Brasil é de 60 mil reais, com possibilidades de preço maior para peças excepcionais.
  • A Frescatto coordena a operação, que fica próxima ao Aeroporto Tom Jobim, e prioriza controle de tempo e temperatura devido à perecibilidade e ao risco de histamina.
  • O peixe chega inteiro, recebe inspeção, é porcionado em câmara fria e pode ser vendido em cortes como akami e otoro, com porções a partir de três quilos.
  • Chefs destacam que o Bluefin elevou o padrão de qualidade na cozinha, trazendo frescor, aroma e textura superiores e ampliando as possibilidades técnicas na gastronomia.

O Bluefin importado para o Brasil percorre quase 7 mil quilômetros, do Mediterrâneo espanhol ao Galeão, com passagem por caminhões frios e voo de carga. Em cerca de quatro dias, o peixe chega à mesa de restaurantes sofisticados.

O empreendimento envolve logística rigorosa para manter a qualidade. O item é valorizado no mercado nacional, sendo adquirido por restaurantes de alto padrão, incluindo casas com destaque no Guia Michelin. A operação é feita por empresas especializadas em pesca e distribuição.

A rota do atum

O protagonista é o Thunnus thynnus, conhecido como Bluefin. A espécie não ocorre na costa brasileira, elevando o custo e a demanda por importação. A Frescatto coordena o transporte até o Rio de Janeiro, a partir de uma instalação próxima ao aeroporto.

Ao desembarcar, a equipe realiza inspeção de textura, cor e temperatura, além da troca do gelo. Em seguida, o exemplar é porcionado em câmara refrigerada, para manter o frescor até o uso pelos restaurantes.

Gestão de disponibilidade e custo

Parte dos atuns é negociada com antecedência, outra parte é alocada conforme a demanda dos clientes. A operação envolve áreas comerciais, operacionais e logísticas para atender diferentes perfis de pedido, incluindo porções menores.

O preço médio de um Bluefin inteiro no Brasil hoje fica em torno de 60 mil reais, com exemplares excepcionais chegando a valores ainda maiores. Cortes variados vão do akami ao toro, para diferentes usos culinários.

Impacto na cozinha e nos restaurantes

Para chefs, o produto eleva o patamar técnico, oferecendo cortes com diferentes níveis de gordura e textura. Em casas como a mencionada, o Bluefin aparece em preparos que valorizam o frescor, com opções de marinados e apresentações em diferentes receitas.

Especialistas destacam que o descongelamento inadequado compromete sabor, textura e rendimento de água. Por isso, o manejo desde a captura até o preparo é essencial para preservar as características do peixe.

Desafios do setor

Embora a oferta tenha melhorado, ainda há irregularidade de fornecimento. Questões alfandegárias e condições climáticas podem interromper o abastecimento. A curadoria de fornecedores é apontada como estratégia-chave para manter consistência.

Especialistas ressaltam que o mercado brasileiro tende a ampliar a variedade e a qualidade dos pescados importados, apesar dos obstáculos logísticos. A expectativa é de aumento gradual da disponibilidade de Bluefin e de cortes premium.

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