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CEO do UBS diz que investidor aposta no Brasil, mas preocupa o fiscal

CEO da UBS Brasil, Daniel Bassan, diz que o Brasil oferece oportunidades pela posição geopolítica, mas juros altos elevam aversão ao risco e limitam captação

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  • Investidores estrangeiros estão mais otimistas com o Brasil, segundo Daniel Bassan, CEO da UBS Brasil, em entrevista à CNN Brasil durante a Brazil Week em Nova York.
  • Eles enxergam oportunidades no país, especialmente pela posição geopolítica privilegiada em contextos como o conflito no Oriente Médio.
  • A principal pendência é a questão fiscal, que preocupa e pode fazer capital externo deixar o país rapidamente.
  • Até abril, a bolsa registrou ganho de R$ 56,54 bilhões, quase o dobro do total de 2023, mas entrada de capital estrangeiro na B3 caiu cerca de 88% desde o recorde de janeiro de 2026.
  • Juros altos, com a taxa Selic em 14,5%, reduzem a margem de manobra de empresas e aumentam a aversão a risco, dificultando captação de recursos e o crescimento.

Daniel Bassan, CEO da UBS no Brasil, afirmou em entrevista exclusiva à CNN Brasil que investidores estrangeiros estão mais confiantes em relação ao país. O otimismo convive com preocupações fiscais que, segundo ele, podem frear esse movimento.

Bassan participou do Brazil Week, em Nova York, e apontou que o Brasil oferece diversas oportunidades, especialmente pela posição geopolítica do país em contextos de tensão internacional, como o conflito no Oriente Médio. O executivo destacou que o foco precisa ser de longo prazo.

Para ele, não se trata de eleição ou escolha de governo. O que interessa aos investidores é a implementação de um projeto de país com horizonte de gerações, que vá além de ciclos políticos.

Oportunidades e drivers de atração

O dirigente ressaltou que a situação geopolítica favorece o Brasil, tornando o país um polo de investimento em certos cenários globais. A perspectiva de retorno é citada como um dos atrativos observados pelo mercado externo.

Desafios fiscais e fluxo de capitais

Bassan mencionou que a possibilidade de saída rápida de recursos é alta caso não haja reformas estruturais. Entre os entraves, ele aponta a dívida pública e a carga tributária, que elevam os juros.

Juros altos e custo de capital

Segundo o CEO, a taxa Selic em 14,5% limita a margem de manobra de empresas e aumenta o retrabalho para viabilizar projetos. Juros elevados reduzem a tolerância a riscos.

Impacto nas empresas e no crescimento

A visão é de que o ambiente de juros elevados dificulta a atração de capital via renda variável, o que restringe caminhos de crescimento. Investidores passam a exigir maior controle de risco.

Dados de mercado até abril

Até abril, a bolsa registrou saldo positivo de aproximadamente 56,5 bilhões de reais. O desempenho superou o total de 2023, mas houve queda acentuada na entrada de capital estrangeiro desde o recorde de janeiro de 2026.

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