- Governos africanos estão buscando estratégias de endividamento não tradicionais em meio a altas taxas de juros globais e volatilidade cambial.
- Citi aponta que credores soberanos e até algumas empresas estão buscando empréstimos em moedas de menor rendimento e menor taxa de juros.
- As moedas citadas incluem não apenas moedas orientais, mas também franco suíço e, em certa medida, euro.
- A ideia é reduzir custos de captação e de serviço da dívida, segundo Akin Dawodu, chefe da área para a África Subsaariana na Citigroup, em entrevista no Africa CEO Forum, em Kigali.
O Citi aponta que governos africanos estão adotando estratégias de endividamento não tradicionais, buscando opções fora dos mercados de funding em dólares devido às altas taxas globais e à volatilidade cambial. A tendência é vista como forma de reduzir custo da dívida e do serviço.
Segundo a instituição, soberanos e, em alguns casos, empresas, estão buscando empréstimos em moedas de menor rendimento ou menor taxa de juros. O objetivo é minimizar o desembolso financeiro com juros e encargos.
A informação foi compartilhada por Akin Dawodu, líder da área para a África Subsaariana do Citi, durante entrevista na sideline do Africa CEO Forum, realizado em Kigali.
Contexto de mercado
A prática envolve empréstimos em moedas como franco suíço e, até certo ponto, euro, além de menos habitual moedas locais ou regionais. A estratégia visa reduzir o custo total da dívida em ambientes de altas taxas.
A fala de Dawodu reforça a leitura de que o acesso a funding tradicional em dólar está mais restrito. Bancos e governos analisam opções para manter liquidez e solvência sob condições adversas.
Entre na conversa da comunidade