- Produtores de trigo nos EUA, especialmente no Kansas e Oklahoma, acionaram seguradoras devido a eventos climáticos extremos como granizo, seca e calor; Dennis Schoenhals informou cerca de 70% de danos em Oklahoma.
- A avaliação durante a turnê do Wheat Quality Council constatou danos por geadas, seca e amadurecimento precoce, com variações entre os campos.
- A produção no Kansas foi estimada em 218 milhões de bushels, a segunda menor desde 1972, com rendimento médio de 38,9 bushels por acre, abaixo da previsão de 53 do ano anterior.
- O Departamento de Agricultura dos EUA projeta queda de 25% na produção de trigo de inverno no país, principalmente na variedade Hard Red Winter.
- Agricultores se preparam para uma colheita difícil e ajustam estratégias de manejo, como arar o solo e usar gado para recuperar áreas com umidade baixa.
Da seca ao granizo, o clima extremo mobiliza produtores de trigo dos EUA a acionar seguros e reavaliar safras. Em Oklahoma, Dennis Schoenhals relatou danos de cerca de 70% após granizo que dobrou caules e deixou apenas uma polegada de chuva. A chamada aos reguladores ocorreu há algumas semanas.
Os produtores do Kansas, principal estado produtor, enfrentam condições semelhantes. O Wheat Quality Council acompanhou inspeções em trigo duro vermelho de inverno em Kansas, Oklahoma e Nebraska, com a participação de compradores, economistas e pesquisadores.
Apenas uma semana antes da colheita, as perdas são agravadas por geadas, secas e doenças como o mosaico das estrias do trigo. A produtividade do Kansas ficou estimada em 38,9 bushels por acre, bem abaixo da previsão de 53 do ano anterior.
A excursão de safra apontou produção de 218 milhões de bushels no Kansas, a segunda menor desde 1972. As condições climáticas estressam o plantio e aumentam a necessidade de manejo de solo e irrigação.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a produção de trigo de inverno deve cair cerca de 25% nos EUA, com quedas acentuadas na Hard Red Winter. A projeção contribuiu para a alta de preços, com o trigo alcançando o limite diário de negociação.
O cenário elevou a atenção aos seguros de safra. Agricultores relataram avaliações de campo ainda recentes e planos de ajustar ou recuperar áreas com base na umidade e no impacto do estresse. Muitos ponderam ações como rotação de culturas e preparo de solos para a próxima temporada.
O diretor executivo da Kansas Wheat, Justin Gilpin, afirmou que o movimento do mercado refletiu o estresse contínuo das lavouras. Produtores ouvidos na turnê de inspeção destacaram que a seca, o calor e o déficit hídrico reduzem rendimentos e elevam a preocupação com a safra.
Entre os produtores, o uso de seguro de safra surge como tema comum. Em Kansas, o agricultor Gary Millershaski informou que planeja movimentar parte da área para reuso ou descanso, aguardando chuva para replantio. Outras áreas devem passar por avaliação de danos.
Nas fazendas, diferenças entre campos são evidentes. Campos bem fertilizados mostram melhor resposta, enquanto áreas com solo seco e sem umidade exibem rachaduras e menor desenvolvimento. A recuperação depende da chuva e do manejo adequado.
Em resumo, produtores de Kansas, Oklahoma e regiões vizinhas enfrentam um conjunto de eventos climáticos adversos que compromete a colheita prevista, eleva a demanda por seguros e aumenta a incerteza sobre a produção de trigo na safra 2024/25.
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