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Cyrela vê custos com guerra no Irã, mas efeito é limitado, diz CFO

CFO da Cyrela afirma que alta de insumos por guerra no Irã deve ser limitada, com impacto neutro nas margens, mesmo com lucro caindo 9% no 1º tri

Vista aérea de São Paulo: cenário macroeconômico não deve inibir as vendas ou o apetite da Cyrela para os lançamentos previstos para o ano, diz CFO
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  • A guerra no Irã elevou o preço do petróleo e coloca risco de pressão nas margens das incorporadoras, mas a Cyrela afirma que o impacto sobre os resultados até agora é limitado.
  • O CFO, Miguel Mickelberg, disse que alguns insumos já encareceram e que o efeito no conjunto deve ser moderado, com INCC previsto em alta de aproximadamente 1% e elevação total entre 7% e 8% em 2026.
  • No primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido da Cyrela foi de R$ 297 milhões, queda de 9% ante o mesmo período de 2025, por fatores pontuais, incluindo efeito financeiro e despesas atípicas.
  • O resultado financeiro do período foi pressionado por dividendos extraordinários de R$ 1 bilhão pagos em dezembro, que reduziram o caixa e elevaram a dívida líquida, afetando o desempenho financeiro.
  • Em lançamentos, a Cyrela mostrou recuo de 18 para 12 empreendimentos no trimestre, com VGV de R$ 1,75 bilhão (-48% vs. 2025); a participação de alto padrão caiu de 61% para 34%, e há maior foco no segmento de baixo custo, com Vivaz devendo subir de 30% para 35%–39% do VGV.

A guerra no Irã elevou os preços do petróleo e aumentou a atenção sobre insumos ligados à energia para as construtoras brasileiras. A Cyrela informou que alguns insumos já ficaram mais caros, mas o efeito sobre resultados ainda é limitado, segundo o CFO Miguel Mickelberg. O gestor aguarda desdobramentos geopolíticos para medir o impacto final.

Ele destacou que, no cenário atual, a alta de INCC deve ficar na casa de cerca de 1%, o que levaria o índice a 7%-8% em 2026. Contratos de média e alta renda costumam ser corrigidos pelo INCC, o que ajuda a proteger margens, disse o executivo.

O cenário macroinclui inadimplência e juros elevados, pontos de atenção para a Cyrela, conforme o CFO. Ainda assim, ele não prevê mudança no planejamento de lançamentos para o ano, citando boa velocidade de venda e margens estáveis.

Resultados do 1º tri

O lucro líquido do 1º tri de 2026 foi de R$ 297 milhões, queda de 9% frente ao mesmo período de 2025. O recuo é atribuído a fatores pontuais, entre eles o resultado financeiro.

A Cyrela pagou dividendos extraordinários de R$ 1 bilhão em dezembro, o que impactou o quarto trimestre de 2025. No 1º tri, o caixa esteve mais baixo e a dívida líquida mais alta, comprimindo o resultado financeiro.

As despesas também foram pressionadas pelo carnaval e férias escolares, com maior depreciação. O efeito impactou as despesas comerciais, que subiram 38% ante o 1º tri de 2025, considerado atípico e com reversão esperada.

Houve queda no número de lançamentos, de 18 para 12 empreendimentos, com VGV de R$ 1,75 bilhão, 48% abaixo do 1º tri de 2025. O recuo reflete uma base de comparação forte no ano anterior.

A participação do segmento de alto padrão caiu de 61% para 34% do VGV no trimestre. A Cyrela projeta ampliar o foco na baixa renda, com Vivaz respondendo por 30% do VGV, expectativa de 35%-39% no ano.

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