- Doze por cento? Não — são 32% das empresas que já oferecem benefícios de forma parcial a profissionais com regime de pessoa jurídica (PJ).
- Os benefícios mais valorizados por PJs são assistência médica (75%), refeição (62,5%) e alimentação (60%).
- Entre empresas com mais de mil funcionários, apenas 17% oferecem os mesmos benefícios para CLTs e PJs; 36% não oferecem nenhum benefício para autônomos e 37% das organizações com 101 a 500 empregados não disponibilizam esse tipo de apoio.
- Em companhias com até 100 trabalhadores, quase metade (47%) não oferece benefício a PJs, e apenas 9% garantem os mesmos benefícios para CLTs e PJs.
- A pesquisa aponta sinais de transformação: 21% das firms já equiparam benefícios entre modalidades e 32% adotam modelo intermediário, com benefícios parciais para PJs.
O Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas 2026, realizado pela Swile e pela Leme Consultoria, aponta que 32% das empresas já oferecem benefícios de forma parcial a PJs. O estudo analisa práticas de empresas brasileiras.
Entre os benefícios mais valorizados por trabalhadores PJ, 75% citam assistência médica, 62,5% apontam refeição e 60% alimentação como prioridades. O levantamento mostra demanda relevante de autônomos por benefícios.
Por outro lado, há descompasso entre o desejo dos profissionais PJ e as políticas internas. Entre empresas com mais de mil funcionários, apenas 17% oferecem os mesmos benefícios para CLTs e PJs. Além disso, 36% não oferecem nenhum benefício para autônomos, e 37% das empresas com 101 a 500 trabalhadores também não oferecem.
Em empresas menores, com até 100 colaboradores, a situação é ainda mais restritiva: 47% não oferecem qualquer benefício a PJs, e apenas 9% equiparam benefícios entre CLTs e PJs.
Sinais de transformação
O levantamento aponta mudanças em curso. Sistema de benefícios já é adotado por 21% das companhias de forma igualitária, independentemente da modalidade de vínculo. Outros 32% adotam modelo intermediário, com benefícios parciais para trabalhadores registrados como PJ.
Nicolas Batista, vice-presidente de estratégia e negócios da Swile Brasil, destaca que o movimento reflete a transformação na gestão de pessoas. “O mercado demanda políticas mais equitativas conforme a força de trabalho se torna mais dinâmica e orientada por projetos.”
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