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Dólar abre em alta a R$ 5,03, influenciado por petróleo e política

Dólar abre em alta a R$ 5,03, impulsionado por petróleo e cenário político; petróleo avança com ataques perto de Hormuz e eleições no radar

Dólar voltou a ser negociado acima de R$ 5 após alta na quarta-feira, depois que Intercept revelou conversas entre senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidenciável da oposição, e ex-banqueiro e investigado por crimes financeiros do Banco Master liquidado, Daniel Vorcaro
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  • Dólar abriu em alta a R$ 5,03, com ganho de 0,78% frente ao fechamento de ontem, e acumula alta de 2% na semana.
  • O preço do petróleo Brent operava em alta, a US$ 108,53 por barril, alta de cerca de 2,7%.
  • Novos ataques a embarcações perto do Estreito de Hormuz mantêm pressão sobre a oferta mundial de petróleo, rota que anteriormente respondia por cerca de 20% do abastecimento diário.
  • A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou previsão de retração da oferta global de petróleo em 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102 milhões de bpd.
  • O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,72% ontem, ainda perto do menor patamar desde 20 de março; serviços no Brasil cresceram 3% em março.

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,03, com ganho de 0,78% em relação ao fechamento de ontem. Na semana, a moeda acumula alta de 2%. O movimento ocorre diante de novas pressões no cenário global e do radar sobre as eleições presidenciais no Brasil.

No exterior, o petróleo volta a subir diante de novos ataques no Estreito de Hormuz, rota iraniana que abastecia cerca de 20% do fornecimento mundial antes do conflito. O Brent para julho operava em US$ 108,53 o barril por volta das 9h, alta de aproximadamente 2,7%.

Ambiente internacional e petróleo

Durante a madrugada, o presidente dos EUA, Donald Trump, discutiu com Xi Jinping, da China, a guerra contra o Irã, em Pequim. Em meio a esses movimentos, houve novos incidentes envolvendo embarcações na região do Estreito de Hormuz, elevando a percepção de risco para o fornecimento global.

A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou relatório afirmando que a oferta mundial tende a retrair-se em 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102 milhões de bpd. A entidade aponta que a interrupção do tráfego no estreito impacta a rota que passava pelo menos 20% do petróleo mundial.

Mercado brasileiro

Na B3, o Ibovespa subiu 0,72% na sessão de ontem, tentando sustentar a recuperação após três sessões de queda. Mesmo assim, o índice fica próximo de patamar mais baixo desde 20 de março, conforme movimento recente do mercado local.

Além disso, dados de serviço indicam efeito positivo: o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 3% em março ante o mesmo mês de 2025, segundo o IBGE. Trata-se do 24º avanço anual consecutivo do setor.

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