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Dólar sobe 1% com investidores de olho no cenário eleitoral

Dólar sobe mais de 1% e fica acima de R$ 5, com investidores atentos aos desdobramentos envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro no cenário eleitoral

Notas de reais e dólares
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  • O dólar subiu mais de 1% no início da sexta-feira, trade acima de R$ 5,00, chegando a R$ 5,0379 às 9h11.
  • A bolsa fechou o dia em alta de 0,71%, aos 178.365 pontos, em meio à correção de ganhos recentes.
  • O movimento do câmbio foi influenciado pela divulgação sobre Flávio Bolsonaro ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
  • A Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, em operação ligada ao Banco Master, enquanto apura uso de recursos para despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
  • Fora do Brasil, houve monitoramento de encontros entre Donald Trump e Xi Jinping, que terminaram sem anúncios econômicos relevantes, além de incertezas sobre a guerra no Irã e o impacto no preço do petróleo.

O dólar elevou-se pouco mais de 1% no início desta sexta-feira, mantendo-se acima de R$ 5, à medida que investidores monitoram o cenário político no Brasil. O movimento ocorre em um contexto de volatilidade, com destaques para desdobramentos envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

Às 9h11, a cotação do dólar estava em alta de 1,02%, cotada em cerca de R$ 5,04. Na sessão anterior, o dólar fechou em queda de 0,31%, em torno de R$ 4,99, após volatilidade registrada no dia anterior. Os ativos brasileiros refletiram ajustes de parte da oscilação recente, com a bolsa operando em alta moderada e o Ibovespa próximo de 178 mil pontos.

A divulgação de informações sobre pagamento feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro ampliou a volatilidade observada no mercado. Flávio reconheceu o pedido de recursos, mas negou ter recebido vantagens, enquanto a Polícia Federal investiga a possível utilização de recursos para apoiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Ainda no âmbito financeiro, houve correção dos juros futuros. As taxas dos DI, que sinalizam a trajetória da Selic, recuaram, com o DI para janeiro de 2028 caindo para 13,99% e o DI para janeiro de 2035 marcando 14,11%. Esse movimento de queda acompanha a avaliação de que a correção de curto prazo pode se estender conforme o mercado digere as novas informações.

Entre os temas internacionais, analistas acompanham o fim das reuniões entre os presidentes dos EUA e da China, que terminou sem anúncios econômicos relevantes. A ausência de medidas concretas ajuda a mitigar, neste momento, pressões adicionais sobre commodities e câmbio global.

No cenário doméstico, o mercado também considera o impacto potencial das notícias sobre Vorcaro e o Bank Master para as perspectivas fiscais do Brasil. Especialistas destacam que incertezas políticas podem influenciar decisões de investimento e o apetite por risco, especialmente em meio a medidas fiscais anunciadas pelo governo e a avaliações sobre o equilíbrio das contas públicas.

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