- O dólar à vista fechou em R$ 5,0664, alta de 1,59%, com ganho semanal de 3,48% e recuo anual de 7,70%.
- O dólar futuro para junho, o mais líquido, operava aos R$ 5,0815, alta de 1,53%.
- O movimento acompanha o avanço dos rendimentos dos Treasuries e a expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve, em meio a tensões no Oriente Médio e queda de confiança no Irã.
- No Brasil, o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, manteve a pressão sobre o cenário político e ativos locais.
- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, aliado de Flávio, relacionado ao caso Refit.
O dólar fechou em alta na sexta-feira, acima de R$ 5,05, refletindo o movimento global da moeda norte-americana e o cenário político brasileiro. O real acompanhou a tendência, pressionado por incertezas sobre o senador Flávio Bolsonaro e o governo.
Às 17h05, o dólar à vista subiu 1,59%, para R$ 5,0664. Na semana, a alta foi de 3,48%; no ano, queda de 7,70%. O dólar futuro para junho operava aos R$ 5,0815, alta de 1,53%. Os ganhos acompanharam Rendimentos dos Treasuries.
O aumento externo ocorreu mesmo com o petróleo em alta, alimentado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Brent voltou a subir após declarações de Washington sobre Iran e mudanças de rumo em negociações internacionais.
No radar dos mercados, o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro continua a gerar volatilidade. Reportagem do Intercept Brasil ligou Flávio a recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro; o senador negou irregularidades.
Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão envolvendo o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, aliado de Flávio, em operação ligada à refinaria Refit. O mercado reagiu como parte da aversão ao risco.
Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam que o tema político local tende a ampliar a pressão sobre ativos brasileiros, com o real entre as moedas emergentes mais vulneráveis na sessão.
O Banco Central atuou na circulação de câmbio ao vender 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho, sem alterar significativamente as cotações.
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