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Estudo da Content CO revela insights para marcas na Copa

Estudo da Content CO aponta territórios inexplorados para marcas brasileiras na Copa, com Brasil líder em menções e alcance multilíngue

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / DINO
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  • Estudo da Content CO, com mais de 20 milhões de menções diretas ao torneio coletadas entre 1º de janeiro e 5 de maio de 2026, mostra que a conversa vai além dos 104 jogos.
  • A marca Brasil é a mais citada globalmente e tem a maior proporção de menções positivas (22,7%), superando França e Argentina.
  • Clubes brasileiros aparecem fortemente na conversa, e, somados, as menções a eles superam as da própria seleção; marcas com vínculo a clubes já têm audiência e credibilidade.
  • Pelé é o quarto brasileiro mais citado, com sentimento positivo estável nos Estados Unidos, México e Brasil.
  • O contexto de cada jogador varia por mercado, e a Copa é debatida em vários idiomas nos Estados Unidos; há também alertas sobre riscos geopolíticos e de imagem para marcas.

A Content CO, agência brasileira com sede em São Paulo e operação em Orlando, divulgou um estudo baseado em mais de 20 milhões de menções diretas ao torneo, coletadas entre 1º de janeiro e 5 de maio de 2026. O objetivo foi entender a conversa global sobre a Copa do Mundo, indo além dos 104 jogos previstos.

O levantamento aponta que a discussão envolve diversos temas, não apenas o campo. Bilhões de menções em várias línguas indicam espaços ainda não ocupados por marcas brasileiras, o que abre oportunidades estratégicas para ações de marca durante o evento.

O estudo analisa dados de público global, com contribuições de marcas ligadas à MLS e à Liga MX, além da atuação da Content CO nos Estados Unidos, Brasil e México. Leonardo Stamillo, CEO da empresa, destaca a importância de ouvir o que os fãs realmente dizem e onde estão os gaps.

Mudanças significativas de tema

Entre os 10 insights, o retorno aponta que a marca Brasil é a mais associada ao futebol, com 12,9% das menções entre as 48 seleções, superando França e Argentina. O Brasil também lidera em percepções positivas, com 22,7% nesse eixo.

Os fãs aparecem muito ansiosos, com convocações e a estreia do Brasil em foco. Neymar e Vinícius Jr. são os nomes mais citados, enquanto Endrick surge como uma das referências mais aguardadas. A estreia contra Marrocos, em 11 de junho, também figura entre as discussões mais recorrentes.

Os clubes nacionais aparecem com peso relevante, especialmente daqueles de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul. O sentimento em relação aos clubes costuma ser positivo, pois muitos torcedores acompanham o Mundial via seus times.

Conteúdos e percepções por jogador

Pelé é o quarto brasileiro mais citado globalmente, com referências positivas que se destacam nos EUA, México e Brasil. A discussão sobre quem foi o melhor jogador da história ganha notas altas, ligada à memória do tricampeonato de 1970. Em mercados diferentes, o sentimento varia conforme o jogador em pauta.

A percepção por atleta varia conforme o país. Vinicius Jr. recebe avaliações diferentes entre Brasil, EUA e México, enquanto Neymar tem maior tom crítico no Brasil e mais positivo no exterior. Messi e Cristiano Ronaldo lideram menções globais, com variações regionais significativas.

Diversidade de temas e riscos

A Copa é acompanhada por temas além do futebol, como música, games e televisão. Ao Brasil, o esporte convive com conteúdos de cultura pop, cultura de streaming e entretenimento, o que amplia portas para marcas que não são tradicionalmente associadas ao futebol.

As falas dos fãs brasileiros representam cerca de 9% de todas as menções globais, ficando atrás dos EUA, que respondem por 14%. No país-sede, o idioma predominante é o inglês, seguido de espanhol, com o português entre os idiomas emergentes da conversa.

Nos Estados Unidos, a discussão sobre a seleção ocorre em quatro idiomas, incluindo árabe e japonês, refletindo a pluralidade de comunidades. Para marcas brasileiras, essa pluralidade exige estratégias multilingues que atravessem fronteiras culturais.

Riscos geopolíticos e reputacionais

O estudo aponta que a política e questões de segurança representam riscos reputacionais. Um quarto das menções aos EUA sobre a seleção brasileira é negativa, com temas envolvendo guerra, políticas migratórias e boatos. Comentários políticos e boicotes aparecem entre os tópicos de maior preocupação.

Diante desse cenário, o estudo recomenda cautela na veiculação de conteúdos. Marcas devem alinhar sua participação ao contexto global do torneio, evitando narrativas indesejadas que possam ter impactos de imagem. A inteligência de mercado é apresentada como ferramenta para decisões que vão além da presença no campeonato.

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