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Executivos não se reconhecem como parte da classe trabalhadora

Executivos também se sentem ameaçados pela IA generativa, aponta estudo da Inesplorato, que lança diretrizes éticas para adoção corporativa

Débora Emm, CEO da consultoria Inesplorato: guia prático sobre adoção de IA no trabalho corporativo
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  • Debora Emm, CEO da Inesplorato, lançou um estudo com cinco empresas brasileiras sobre adoção ética de IA no ambiente corporativo, intitulado “Diretrizes para Adoção Ética e Estratégica de IA no Trabalho Corporativo”.
  • A IA generativa passa a ameaçar diferentes hierarquias, incluindo CEOs, alterando o dia a dia e as cobranças no trabalho.
  • Executivos não se veem como trabalhadores; reconhecem risco de obsolescência, mas se identificam com o topo da hierarquia.
  • Diretrizes destacadas: tratar máquinas como máquinas, humanos como humanos e colocar problemas sociais no centro da adoção de IA.
  • Dados da Talk indicam que 89% já usam IA no Brasil (2024), 74% relatam expansão de capacidades e 58% apresentam uso antropomórfico da IA; reforçam a importância de habilidades humanas como criatividade, empatia e pensamento crítico.

O estudo “Diretrizes para Adoção Ética e Estratégica de IA no Trabalho Corporativo” foi lançado pela consultoria Inesplorato, liderada por Debora Emm. A pesquisa envolve cinco empresas brasileiras: Indique, Mandalah, NewNew, Talk INC e Think Eva. O foco é entender como a IA está sendo adotada de forma ética e estratégica no ambiente corporativo.

Segundo a autora, a IA generativa mudou o cenário: promete impacto não apenas em áreas técnicas, mas também na rotina de líderes. Executivos relatam mudanças no dia a dia e aumentos de cobrança, ampliando a percepção de risco de obsolescência, mesmo entre quem ocupa posições de alta hierarquia.

Mudança de percepção sobre liderança

A análise indica que a ameaça da IA é percebida de forma distribuída entre hierarquias, inclusive pelos CEOs. A integração da IA altera condições de trabalho e o contexto organizacional como um todo, não se restringindo a funções técnicas.

Como os executivos encaram a situação

A pesquisa mostra que, embora haja reconhecimento de impactos, executivos não se veem como trabalhadores comuns. Geralmente se identificam com o topo hierárquico e não com a base, o que influencia a leitura sobre greves ou mobilizações no ambiente corporativo.

Recomendações centrais do guia

Entre as diretrizes, a primeira é tratar máquinas apenas como ferramentas, sem atribuir autonomia ou responsabilidade a elas. Em seguida, valorizar o humano como núcleo das decisões. Por fim, priorizar problemas estruturais e sociais para que os efeitos da IA sejam positivos.

Resultados da seção da Talk sobre uso de IA

A adoção de IA já é generalizada no Brasil, com 89% dos pesquisados relatando uso em 2024, ante 63% em 2023. A transformação de capacidades ocorreu para 74% dos participantes, mas surgem preocupações, como a antropomorfização, com 58% tratando IA como um confidente ou conselheiro.

Competências para o futuro

A pesquisa aponta que habilidades humanas ganham relevância frente à IA: criatividade com empatia, análise de tempo, trabalho colaborativo e, principalmente, pensamento crítico. A IA generativa tende a padronizar procedimentos, favorecendo quem investe em autenticidade e na utilização da IA como ferramenta criativa.

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