- Fiesp recusou convite para audiência pública na Câmara sobre o fim da escala 6×1, marcada para segunda-feira (18).
- Paulo Skaf criticou a condução “açodada” do debate e questionou a data, alegando que o tema não deveria ocorrer em ano eleitoral.
- A audiência é promovida pela Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição sobre a jornada de trabalho.
- O presidente da Câmara, aliado à cúpula, prevê a aprovação da PEC até o início de junho; depois, o tema segue para o Senado.
- O governo também encaminhou ao Congresso um projeto de lei paralelo para tratar do assunto; convidados confirmados incluem Confederação Nacional da Indústria, Confederação Nacional do Comércio e Confederação Nacional do Transporte.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) não participará da audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6×1. O encontro ocorre na próxima segunda-feira (18) e é promovido pela Comissão Especial responsável pela PEC que trata da jornada de trabalho. A recusa foi anunciada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em entrevista ao CNN 360º.
Segundo apuração de Iuri Pitta, Skaf agradeceu o convite, recebeu a documentação do recebimento, mas afirmou que a entidade não estará presente. O presidente da Fiesp criticou a condução do debate, chamando-a de açodada, e questionou a data escolhida para a audiência, prevista no início da semana.
Pitta destacou que Skaf avalia que o tema não deveria avançar em ano eleitoral, por seu potencial de influência no debate público. A declaração manteve o tom de cautela da entidade em relação ao calendário político que envolve a pauta da jornada de trabalho.
Reação da comissão
O deputado Alencar Santana (PT-SP), que preside a comissão, lamentou a ausência da Fiesp, mas disse que quem não quer ir não precisa comparecer. Santana criticou o que chamou de viés patronal na resposta de Skaf e negou o rótulo de debate açodado. Afirmou que o tema já estava em discussão desde o ano passado.
A PEC sobre a 6×1 conta com apoio da liderança da Câmara e tem previsão de aprovação na Casa até o começo de junho, para seguir ao Senado. O governo federal também encaminhou ao Congresso um projeto paralelo para tratar do tema. A audiência terá como convidados representantes de três entidades da indústria, comércio e transporte.
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