- Estudo da CBIC aponta que o fim da escala 6×1 pode aumentar até 15% os custos com mão de obra, impactando obras populares.
- Em habitação popular, a mão de obra representa 60% do custo total, elevando o efeito nos projetos do Minha Casa, Minha Vida.
- A CBIC estima queda de quase 600 mil horas de trabalho ao ano e necessidade de cerca de 288 mil novos trabalhadores para compensar.
- O cenário pode levar a obras mais longas, menos entregas e maior prazo para conclusão, com reflexo em déficit habitacional.
- A discussão ocorre na Câmara dos Deputados, com a proposta de reduzir a jornada de 44h para 40h semanais sem alteração salarial.
O fim da escala de trabalho 6×1 pode encarecer obras populares e reduzir entregas do programa Minha Casa, Minha Vida, aponta estudo da CBIC. A pesquisa analisa o impacto da redução de 44h para 40h semanais sem corte de salário.
Segundo a CBIC, o custo com mão de obra pode subir até 15% e alcançar mais de 20 bilhões de reais por ano. O efeito é maior em habitação popular, onde a mão de obra representa 60% do custo total.
A entidade estima que o fim da 6×1 reduza quase 600 mil horas de trabalho por ano, exigindo a contratação de cerca de 288 mil novos trabalhadores para compensar. O cenário dificulta o equilíbrio entre oferta e demanda.
Especialistas alertam que, mesmo com pleno emprego, há dificuldades de encontrar mão de obra qualificada. Obras podem durar mais e haver menos entregas, impactando o ritmo de lançamentos.
Para o tributarista Menndel Macedo, o impacto não se resume ao custo direto. Obra mais lenta influencia a viabilidade do Minha Casa, Minha Vida e pode levar a ajustes no número de unidades.
Impactos para o setor habitacional
A CBIC sustenta que o atraso nas obras tende a ampliar o déficit habitacional, com reflexos na oferta de imóveis para a população de baixa renda. A análise considera cenários de mercado e de políticas públicas.
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