- estudo da CBIC indica que o fim da escala 6 X 1 pode elevar o custo de moradias populares, principalmente no programa Minha Casa, Minha Vida, onde a mão de obra representa cerca de 60% do valor dos projetos.
- se a jornada passar de 44 para 40 horas semanais, o custo da mão de obra na construção civil pode subir até 15%, com impacto anual estimado em R$ 20,3 bilhões se as horas reduzidas forem pagas como horas extras.
- a redução de jornada também poderia resultar em quase 600 milhões de horas trabalhadas a menos por ano, conforme a pesquisa.
- para manter o ritmo atual, o setor apresenta três cenários: contratação de 288 mil novos trabalhadores (custo adicional de R$ 13,5 bilhões/ano); uso de horas extras (salto de custos de R$ 135,3 bilhões para R$ 155,6 bilhões); ou queda de atividade e atraso nas obras.
- a CBIC aponta baixo desemprego no Brasil (taxa de 5,1% em 2025, menor da história), o que pode dificultar a contratação para compensar a redução da jornada; também destaca que custos da construção já avançam acima da inflação, defendendo medidas de produtividade.
Um estudo da CBIC, Câmara Brasileira da Indústria da Construção, aponta que o fim da escala 6 X 1 pode encarecer moradias populares. A pesquisa avalia o programa Minha Casa, Minha Vida e a participação da mão de obra no custo total dos projetos.
Segundo a associação, a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode elevar o custo da mão de obra em até 15%. O impacto seria relevante caso as horas a menos não sejam compensadas por pagamento de horas extras.
A análise também estima que, se a proposta for aprovada, haveria queda de quase 600 milhões de horas trabalhadas por ano. O setor apresenta três cenários para manter o ritmo de obras: contratar 288 mil trabalhadores adicionais, adotar mais horas extras ou reduzir a atividade com prejuízo à produtividade.
Caminhos e custos
A CBIC aponta que os custos adicionais podem ser repassados aos preços de imóveis, dificultando o acesso à moradia para famílias de baixa renda e ampliando o déficit habitacional. O estudo traz ainda que a taxa de desemprego encerrou 2025 em 5,1%, o que pode dificultar a contratação de novos trabalhadores para compensar a jornada.
A050 pesquisa mostra que, já no início de 2026, os custos da mão de obra na construção crescem acima da inflação. Enquanto o IPCA ficou em 4,44% no último ano, o índice da mão de obra no setor avançou 8,93%. A CBIC sustenta a necessidade de medidas de ganho de produtividade para acompanhar eventuais mudanças na jornada.
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