- Fórum VEJA Brazil Insights, em Nova York, reuniu empresários e autoridades para discutir como transformar vantagens estratégicas do Brasil em crescimento, com foco em energia limpa, terras‑raras e agricultura, aliado aos Estados Unidos.
- O conselheiro do presidente americano, Félix Lasarte, afirmou que a parceria Brasil‑EUA deve se sustentar independentemente de mudanças de governo.
- Especialistas destacaram que altas taxas de juros encarecem o crédito e freiam investimentos; para reduzir juros, é necessário um ajuste fiscal que estabilize a dívida pública.
- A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda afirmou que o arcabouço fiscal vem funcionando e que o déficit deverá ser menor nos quatro anos, com ajuste gradual.
- Os participantes enfatizaram a importância de instituições estáveis e de Congresso independente com Judiciário ativo para evitar crises e manter o Brasil competitivo no cenário global.
O Fórum VEJA Brazil Insights, realizado em Nova York na terça-feira 12, reuniu empresários e autoridades para debater soluções para o país. O tema central foi transformar vantagens estratégicas em crescimento econômico sustentável, com foco na relação Brasil–Estados Unidos.
Participaram líderes políticos e do setor privado, incluindo o conselheiro de Donald Trump, Felix Lasarte, que ressaltou a importância da parceria entre os dois países e a necessidade de vínculos institucionais estáveis independentemente de eleições. A apresentação enfatizou o papel da energia limpa, das terras-raras e da agricultura na agenda brasileira.
Entre os temas discutidos, destacou-se o desafio de reduzir juros altos para estimular crédito e investimento. O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, afirmou que a queda da Selic depende de um ajuste fiscal sólido promovido por governo e Congresso. O arcabouço fiscal vigente foi citado como fundamento para estabilizar a dívida pública ao longo de anos.
Avanços e entraves da política econômica
Débora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, defendeu que o déficit público permanece sob controle e que o ajuste tem sido gradual. Governos estaduais também realizaram cortes de despesas, segundo Romeu Zema, ex-governador de Minas e pré-candidato. A discussão destacou a importância de manter disciplina fiscal sem comprometer políticas sociais.
O encontro enfatizou a necessidade de fortalecer instituições nacionais para evitar que divergências políticas gerem litígios judiciais. Michel Temer apontou que o Congresso e o Judiciário devem atuar de forma independente, sem sinalizar crise institucional. Empresários, como André Esteves, do BTG Pactual, defenderam o equilíbrio entre poderes e a atuação firme das instituições para sustentar o papel do Brasil no cenário global.
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