- O Ibovespa fechou a semana com queda de 0,6%, aos 177 mil pontos, a pior desde a primeira semana de março; no mês, queda de 2,33% e, no ano, alta de 10%.
- O real teve a pior semana desde novembro de 2022, com o dólar à vista 3,54% mais caro frente ao real; hoje, alta de 1,63% e fechamento em R$ 5,07.
- O período foi marcado pelo “furacão político” doméstico, com o dia conhecido como Flávio Day 2.0, elevando a percepção de inflação mais alta e possivelmente encurtando o ciclo de cortes da Selic, o que tende a manter o BC mais tenso na próxima decisão.
- Apesar das tensões entre EUA e Irã, a cúpula entre a comitiva de Donald Trump e Xi Jinping em Pequim não resultou em acordos práticos, deixando o cenário internacional estático.
- O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 22,8 bilhões, 22% acima da média dos últimos 12 meses, em meio a mudanças de percepção sobre riscos macroeconômicos.
O Ibovespa fechou a semana em baixa, atingindo 177 mil pontos, com queda de 0,6%. A semana foi a pior desde o início da guerra no Golfo Pérsico, em meio a um furacão político doméstico. O dólar teve alta, e o real sofreu a pior performance semanal desde novembro de 2022.
A cotação do dólar subiu 3,54% frente ao real na semana, encerrando a sessão de sexta-feira em 5,07 reais. O movimento ocorreu em um cenário externo de tensão entre EUA e Irã e diante de sinais de um novo ciclo de aperto monetário no Brasil.
A semana também ficou marcada pela leitura de que o ciclo de cortes da Selic pode ser mais curto do que o esperado, elevando as pressões sobre as ações. No fronto político, o que ficou conhecido como Flávio Day 2.0 impactou o humor de investidores.
Contexto global e doméstico
Investidores acompanharam uma cúpula entre EUA e China em Pequim, considerada morna, sem avanços significativos. O acordo sobre reabertura do Estreito de Ormuz ajudou a conter a escalada nos preços do petróleo, mas não houve resolução de fatores que afetam o mercado brasileiro.
Desempenho e fluxo de capitais
O volume financeiro somou 22,8 bilhões de reais, 22% acima da média de 12 meses. O Ibovespa acumula alta de 10% no ano, mas praticamente zerou os ganhos desde meados de abril, quando atingiu o pico de 198 mil pontos.
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